Scary Movie 6 sofre queda histórica de bilheteria nos EUA

O sexto filme da franquia de paródias enfrenta uma queda acentuada de público após uma estreia recorde, refletindo a recepção morna de crítica e público.

A franquia Scary Movie, conhecida por parodiar os maiores sucessos do terror, enfrenta um cenário desafiador em seu retorno aos cinemas. Após uma estreia que prometia revitalizar a marca, o sexto longa-metragem da série registrou uma queda acentuada em sua segunda semana de exibição, consolidando um dos piores desempenhos de sustentação comercial da história recente do gênero.

Projeções atualizadas indicam que Scary Movie 6 sofreu uma retração de 73,3% em sua arrecadação doméstica durante o segundo fim de semana. O número coloca a produção em uma posição delicada, figurando entre as 150 maiores quedas de bilheteria de todos os tempos. O resultado é particularmente notável quando comparado ao desempenho de outras obras, como o caso de Masters of the Universe que sofreu queda acentuada em sua segunda semana, evidenciando a volatilidade do mercado atual.

Desempenho abaixo das expectativas após estreia recorde

Scary Movie

O lançamento do filme, ocorrido em 5 de junho de 2026, havia gerado otimismo inicial ao registrar US$ 54,3 milhões em seu primeiro fim de semana. Este valor representou a melhor abertura de toda a franquia, sem considerar ajustes inflacionários. No entanto, a euforia inicial foi rapidamente substituída por uma queda drástica. Com uma projeção de apenas US$ 15,6 milhões para o segundo fim de semana, o filme apresenta o pior declínio de sustentação entre todos os títulos da série.

A disparidade entre a estreia e a segunda semana é de aproximadamente US$ 10,6 milhões abaixo do pico alcançado pelo filme original de 2000. Enquanto o gênero de terror costuma ser naturalmente dependente de uma abertura forte, o subgênero de comédia de terror raramente sofre quedas tão acentuadas. A situação de Scary Movie 6 contrasta com o sucesso de produções que conseguem manter o interesse do público, como visto em Disclosure Day que marca a melhor estreia de Steven Spielberg em 18 anos, demonstrando que o engajamento do espectador é o fator determinante para a longevidade em cartaz.

Recepção crítica e o impacto no boca a boca

Um dos fatores apontados para o declínio acelerado é a recepção negativa por parte da crítica especializada. O longa detém apenas 24% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. Embora o público geral tenha demonstrado uma aceitação ligeiramente superior, com 67% no medidor de audiência da plataforma, a nota CinemaScore de C+ sugere que o filme não conseguiu gerar o boca a boca positivo necessário para sustentar sua trajetória comercial.

Apesar do desempenho decepcionante nas bilheterias após a estreia, o projeto já superou a marca de US$ 100 milhões em arrecadação global. Considerando um orçamento de produção reportado em US$ 30 milhões, é provável que o filme já tenha atingido seu ponto de equilíbrio financeiro, o que mitiga parte do prejuízo causado pela queda acentuada nas salas de cinema.

O cenário competitivo de 2026

O ano de 2026 tem sido marcado por quedas expressivas em filmes de terror. Títulos como We Bury the Dead, Faces of Death e Scream 7 também enfrentaram declínios superiores a 70% em suas segundas semanas. Contudo, o mercado também viu exceções notáveis, como o filme de baixo orçamento Obsession, que conseguiu a rara proeza de aumentar sua bilheteria em dois fins de semana consecutivos, superando Scary Movie 6 no ranking doméstico mesmo estando em sua quinta semana de exibição.

O elenco, que reúne nomes como Marlon Wayans, Shawn Wayans, Regina Hall e Anna Faris, buscou satirizar produções recentes como Get Out, Halloween e Scream. A tentativa de parodiar o chamado “terror elevado” e as tendências de reboots e spin-offs parece não ter ressoado com a mesma força que as paródias do início dos anos 2000, deixando a franquia em uma posição incerta sobre seu futuro comercial e criativo.

Fonte: ScreenRant

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.