A superprodução Masters of the Universe enfrenta um cenário desafiador nas bilheterias norte-americanas. Após uma estreia considerada decepcionante, o longa-metragem estrelado por Nicholas Galitzine no papel de He-Man registrou uma queda expressiva de 70,7% em sua segunda semana de exibição, conforme apontam as projeções atualizadas de domingo. O desempenho abaixo do esperado coloca o filme em uma posição delicada dentro do competitivo mercado de verão cinematográfico.
O projeto, que marca a segunda adaptação em live-action da icônica franquia multimídia, conta com um elenco de peso que inclui nomes como Camila Mendes, Idris Elba, Alison Brie, Kristen Wiig, Morena Baccarin e Jared Leto. Apesar de ter alcançado uma recepção crítica moderada, com 68% de aprovação no Rotten Tomatoes, a aceitação do público não se traduziu em números sólidos nas salas de cinema. Especialistas do mercado indicam que produções de grande escala, como esta, geralmente precisam arrecadar cerca de duas vezes e meia o valor de seus orçamentos para atingir o ponto de equilíbrio, uma meta que parece cada vez mais distante para a aventura dirigida por Travis Knight.
Desempenho nas bilheterias e comparação histórica

Com uma projeção de arrecadação doméstica de US$ 8,8 milhões para o seu segundo fim de semana, o filme apresenta uma queda acentuada que o coloca ao lado de produções como Warcraft e The Twilight Saga: New Moon no ranking das maiores quedas de bilheteria em segundas semanas. O longa, que estreou na segunda posição, caiu para o quinto lugar, sendo superado por lançamentos recentes e produções que já ocupavam o topo da lista, como o novo filme de Steven Spielberg, Disclosure Day, que tem dominado as atenções dos espectadores.
Embora o novo filme já tenha superado a bilheteria total da adaptação original de 1987, que foi considerada um fracasso financeiro na época, o orçamento da versão de 2026 é significativamente mais elevado. Estima-se que o custo de produção tenha atingido a marca de US$ 170 milhões, o que eleva o ponto de equilíbrio para aproximadamente US$ 425 milhões. Com um acumulado global que dificilmente ultrapassará a barreira dos US$ 100 milhões neste fim de semana, a produção enfrenta um déficit superior a US$ 300 milhões em relação ao necessário para cobrir seus custos.
Concorrência intensa no mercado de verão
O futuro de Masters of the Universe nas telonas parece incerto, especialmente considerando a chegada de novos títulos de peso nas próximas semanas. O calendário de lançamentos de junho e julho inclui produções aguardadas como Toy Story 5 e Supergirl, além do aguardado novo projeto de Christopher Nolan, The Odyssey, e o retorno de spider-man: Brand New Day. A presença desses grandes nomes deve dificultar qualquer tentativa de recuperação de público para a aventura de Prince Adam.
A trama do filme acompanha o protagonista quase duas décadas após sua chegada à Terra, momento em que é convocado de volta a Eternia. Para enfrentar o vilão Skeletor, o herói precisa desvendar os segredos de seu passado e abraçar seu destino como He-Man para salvar sua terra natal. Enquanto o público aguarda novidades sobre o desempenho internacional, a indústria observa atentamente como o estúdio lidará com os resultados financeiros desta aposta. Assim como em outros casos de grandes franquias, como quando Steven Spielberg revela por que recusou dirigir Harry Potter, o sucesso de uma obra depende de uma combinação complexa de fatores que, neste caso, não parece ter se alinhado conforme o esperado pelos produtores.
Fonte: ScreenRant