O retorno ao universo da revista Runway em O Diabo Veste Prada 2 reafirma o legado da franquia, trazendo de volta o roteiro ácido e personagens inesquecíveis. Com o retorno de Anne Hathaway, Meryl Streep e Stanley Tucci, a produção consegue manter o estilo que consagrou o original, entregando performances que se destacam pela precisão e pelo desenvolvimento emocional dos protagonistas.







A nova fase de Emily Charlton
A personagem Emily Charlton, interpretada por Emily Blunt, continua sendo um dos pontos altos da trama. Agora trabalhando na área de publicidade da Dior, ela se vê envolvida em ameaças corporativas que colocam em risco o futuro da revista. Sua determinação em subir na carreira é resumida na frase: “Que as pontes que eu queimo iluminem meu caminho”, revelando a luta interna entre sua ambição implacável e sua vulnerabilidade oculta.
Miranda Priestly e a modernidade
Miranda Priestly, a icônica editora-chefe vivida por Meryl Streep, enfrenta desafios inéditos ao tentar se adaptar aos padrões contemporâneos de diversidade. Em um momento de confusão terminológica durante um desfile, ela questiona: “Alguns corpos são muito interessantes. Muito corpo… negativo?”. A cena ilustra o choque entre a visão de mundo elitista da personagem e as novas exigências sociais do setor.

O reencontro de Andy e Nigel
A dinâmica entre Andy Sachs e Nigel Kipling, interpretado por Stanley Tucci, permanece como o coração emocional da história. Ao reencontrar Andy, Nigel dispara: “Olha o que a TJ Maxx trouxe”, um comentário que reforça a intimidade e o carinho entre os dois. O filme explora como esses laços resistiram ao tempo, mesmo com as mudanças na carreira de Andy, que agora atua como editora de variedades.
Participações especiais e bastidores
O longa conta com participações de peso, incluindo a cantora Lady Gaga, que interpreta a si mesma durante um evento em Milão. O encontro entre Gaga e Miranda sugere um passado de tensões não resolvidas, evidenciado pela pergunta ácida da artista: “Quem a deixou entrar aqui?”. Além disso, a trama revela que Nigel foi o responsável por orquestrar o retorno de Andy à Runway, provando que ele sempre foi o grande estrategista por trás das cortinas.
Para quem aprecia produções que mantêm a qualidade ao longo dos anos, como visto em trilogias de animação que preservam sua essência, esta sequência oferece um fechamento satisfatório para os arcos iniciados há duas décadas. O filme equilibra com sucesso o humor satírico com momentos de genuína conexão humana.
Fonte: ScreenRant