A franquia john wick, um dos maiores sucessos de ação do cinema contemporâneo, enfrenta um desafio jurídico inesperado. O roteirista e a produtora responsáveis pela obra foram alvo de um processo judicial avaliado em US$ 10 milhões, sob a acusação de violação de direitos autorais. A ação foi movida por J.R. Wicker, autor do roteiro intitulado Blood for Escobar, que alega semelhanças substanciais entre sua obra e os dois primeiros filmes da saga estrelada por Keanu Reeves.
O processo, registrado em um tribunal federal da Califórnia, aponta que o roteirista Derek Kolstad teria copiado elementos centrais de seu texto original para criar o roteiro de Scorn, que posteriormente se tornou o primeiro longa da franquia. Segundo a defesa de Wicker, representada pelos advogados R. Terry Parker e Steven Lowe, a cópia teria sido intencional e sem autorização. Entre os pontos citados como evidências de plágio estão a premissa de um ex-assassino de meia-idade que retorna ao submundo do crime, a morte de um animal de estimação durante uma invasão domiciliar e a posse de um Ford Mustang pelo protagonista.
Alegações de semelhanças entre as obras
A petição judicial detalha que, além dos elementos iniciais, a estrutura narrativa de john wick e John Wick: Chapter 2 espelha momentos específicos de Blood for Escobar. O documento menciona, por exemplo, a cena em que o protagonista é exilado por uma sociedade secreta de assassinos, um evento que ocorre ao final do segundo filme da franquia. Os advogados do autor afirmam que, em ambas as obras, o antagonista é eliminado por um disparo em um local público e noturno, onde a guarda está baixa, reforçando a tese de que a estrutura foi replicada.
Apesar da gravidade das acusações, especialistas jurídicos apontam que o processo enfrenta obstáculos significativos, incluindo a questão da prescrição. J.R. Wicker declarou que assistiu ao primeiro filme da franquia apenas em 2025, o que pode complicar a admissibilidade da ação. O caso envolve diretamente a Lionsgate, estúdio responsável pela distribuição, e a Thunder Road Pictures, produtora que viabilizou os longas. Até o momento, as partes citadas não emitiram comunicados oficiais sobre o andamento do processo ou possíveis acordos.
Expansão da franquia segue em desenvolvimento
Enquanto a disputa judicial segue seu curso, o universo de John Wick continua em plena expansão. A franquia, que começou como uma história isolada sobre vingança, transformou-se em um fenômeno global. Recentemente, o público acompanhou o lançamento da minissérie The Continental, focada nas origens de Winston Scott, e o filme Ballerina, estrelado por Ana de Armas, que explora eventos entre o terceiro e o quarto capítulo da saga principal. O sucesso desses projetos demonstra a força da marca, que também ganha reforço de ícone do terror em novo spin-off, mantendo o interesse dos fãs em alta.
O futuro da franquia inclui ainda o desenvolvimento de um filme focado no personagem Caine, interpretado por Donnie Yen, que iniciou suas filmagens em abril. Além disso, outros projetos estão em estágios variados de produção, como um filme animado que narrará a famosa “tarefa impossível” de John, uma série intitulada Under the High Table e um jogo eletrônico para PlayStation 5. A diversificação de mídias é uma estratégia clara da Lionsgate para manter a relevância da marca, que também tem spin-off de John Wick sobre Caine escalando Mason Thames para o elenco.
Impacto incerto para o futuro de John Wick: Chapter 5
A grande questão para os admiradores da saga é se o processo judicial afetará o desenvolvimento de John Wick: Chapter 5. Embora o quarto filme tenha sugerido um desfecho definitivo para o protagonista, o estúdio confirmou que a sequência está em fase de planejamento, contando com o retorno de Keanu Reeves e do diretor Chad Stahelski. A incerteza sobre o impacto legal dessas alegações de plágio permanece como um ponto de atenção para o mercado cinematográfico, que observa como a disputa pode influenciar os próximos passos da produção.
A trajetória da franquia, desde sua estreia em 2014, é marcada por uma evolução constante na coreografia de ação e na construção de um submundo complexo. O sucesso financeiro e crítico dos filmes consolidou a marca como um pilar do gênero. Resta saber se as alegações de J.R. Wicker conseguirão provar a cópia intencional ou se serão descartadas pelo tribunal, permitindo que a Lionsgate siga com seus planos ambiciosos para os próximos anos da saga.
Fonte: ScreenRant