O recente lançamento de Masters of the Universe trouxe de volta aos cinemas o icônico He-Man, acompanhado por uma galeria de heróis e vilões de Eternia. A produção, que se estabelece como um épico de fantasia e ficção científica, evoca a nostalgia da série animada dos anos 1980, mas também apresenta semelhanças notáveis com a franquia Thor, do Marvel Studios. Não é surpreendente que ambas as obras compartilhem um DNA comum, fundamentado em heróis míticos, armas mágicas, aliados com superpoderes e conflitos que se estendem por diversos planetas da galáxia. Tanto Adam quanto o Deus do Trovão são protagonistas loiros e imensamente fortes, que dependem de artefatos de poder cósmico para proteger seus respectivos mundos.
Em diversos aspectos, o novo filme de Masters of the Universe funciona como um primo espiritual das aventuras de Thor no Universo Cinematográfico Marvel. Ao analisar a estrutura narrativa e o desenvolvimento dos personagens, é possível identificar dez paralelos fundamentais que conectam essas duas sagas de fantasia. Para quem busca explorar mais produções do gênero, vale conferir 10 filmes de fantasia para ver após Masters of the Universe, que mantêm o tom de aventura épica e mundos mágicos.
Eternia & Asgard: onde as lendas se tornam reais
Em Masters of the Universe, o príncipe Adam descreve Eternia como um local onde lendas e histórias de ninar ganham vida. O mundo é repleto de relíquias mágicas, criaturas como dragões e grifos, e forças ancestrais, tudo isso mesclado a elementos de ficção científica, como naves espaciais, robôs e armas de energia. Essa composição é notavelmente similar à representação de Asgard no MCU. Nos filmes da Marvel, a tecnologia asgardiana é apresentada como uma fusão de magia e ciência avançada, embora o reino funcione essencialmente como um reino de fantasia habitado por deuses e guerreiros lendários. O reino de Eternos, em particular, compartilha semelhanças visuais e temáticas profundas com o lar de Thor.
Portais coloridos para a Terra
Quando o Esqueleto, interpretado por Jared Leto, e seus Guerreiros do Mal invadem Eternia, a Feiticeira e a rainha Marlena enviam o jovem príncipe Adam para a Terra através de um portal mágico. A travessia é marcada por uma energia multicolorida, lembrando a Bifrost de Asgard. Durante o processo, Adam e a Espada do Poder acabam separados antes de chegarem ao nosso planeta. De forma análoga, Thor precisou buscar seu martelo, o Mjölnir, após ser banido para a Terra por seu pai, Odin. Contudo, a jornada de Adam na Terra antes de recuperar sua arma foi significativamente mais longa, durando 15 anos, enquanto o Deus do Trovão teve um período de exílio mais curto.
Desafios com armas poderosas
Tanto Adam quanto Thor enfrentam dificuldades para acessar seu potencial máximo após recuperarem suas armas lendárias. No primeiro filme de Thor, o protagonista encontra o Mjölnir, mas descobre que não consegue levantá-lo, pois ainda não provou ser digno. Em Masters of the Universe, Adam finalmente reencontra a Espada do Poder em uma loja de quadrinhos. Ao tentar utilizar o artefato para retornar a Eternia, nada acontece, pois ele não profere as palavras corretas na primeira tentativa, embora consiga enviar um sinal para seu mundo natal. Esse momento de vulnerabilidade é essencial para o crescimento de ambos os heróis, que precisam entender a responsabilidade por trás de seus poderes. Para os fãs que acompanham os detalhes da produção, Masters of the Universe traz referências e segredos da franquia que enriquecem a experiência do espectador.
Uma coleção de aliados ecléticos
Nenhum dos dois heróis luta sozinho. Adam e Thor são cercados por aliados coloridos com habilidades únicas e personalidades distintas. Em Masters of the Universe, o protagonista conta com o apoio de Teela, Mentor e os Guerreiros Heroicos, um grupo que inclui lutadores como Fisto, Ram Man, Roboto e Mekanek. Thor Odinson possui uma rede de companheiros igualmente diversa. A Lady Sif e os Três Guerreiros serviram como seus primeiros aliados, enquanto filmes posteriores do MCU introduziram personagens como Valquíria e Korg, além dos diversos heróis da Terra que se unem a ele nos filmes dos vingadores.
Batalhas espaciais de grande escala
Apesar de suas raízes na fantasia, ambas as franquias abraçam elementos de ficção científica, incluindo batalhas espaciais épicas. Masters of the Universe apresenta sequências impressionantes, como a fuga dos heróis de Subternia em um Talon Fighter, perseguidos pelas forças do Esqueleto em naves Roton e Fright Fighter. Mesmo com sua armadura de couro e estilo medieval, He-Man utiliza veículos como o Sky-Sled para enfrentar os lacaios do vilão. A franquia Thor também explora esse cenário; Thor: O Mundo Sombrio traz uma missão de fuga envolvendo naves asgardianas e dos Elfos Negros, enquanto Thor: Ragnarok mostra o herói e os Vingadores escapando de Sakaar e das forças do Grão-Mestre.
Idris Elba: o guerreiro real
Uma das coincidências mais curiosas é a escalação de Idris Elba em ambas as franquias. Em Masters of the Universe, o ator interpreta Mentor, um dos maiores guerreiros de Eternos e capitão da guarda real do rei Randor. Ele atua como mentor de Adam e pai adotivo de Teela. O papel é notavelmente similar ao de Heimdall na franquia Thor. Como protetor da Bifrost e detentor da Visão de Tudo, Heimdall é um dos defensores mais leais de Asgard. É notável ver Idris Elba retratando um guerreiro nobre devotado à proteção de seu reino em duas sagas tão distintas.
O poder reside na dignidade
O encantamento que rege as armas de ambos os heróis é quase idêntico. No Universo Marvel, o martelo de Thor carrega a inscrição de Odin: “Aquele que empunhar este martelo, se for digno, possuirá o poder de Thor“. Em Masters of the Universe, Adam utiliza uma frase praticamente igual: “Aquele que empunhar a Espada possuirá o Poder“. Ambas as armas representam uma responsabilidade cósmica, exigindo que seus portadores sejam escolhidos e considerados dignos para exercer tal força.
A força que vem de dentro
Talvez o paralelo mais significativo envolva a jornada pessoal de Adam e Thor e a revelação sobre a origem de seus poderes. Em Thor: Ragnarok, o herói descobre que sua força nunca veio do Mjölnir, mas que o martelo servia apenas como um condutor para habilidades que sempre existiram dentro dele. Essa percepção ocorre durante uma visão de Odin, quando Thor está prestes a ser derrotado por Hela. Masters of the Universe entrega uma revelação quase idêntica. À beira da morte em combate contra o Esqueleto, Adam compreende que a Espada do Poder não é a fonte real de sua força. O poder reside nele como o Campeão de Grayskull, uma verdade que a Feiticeira o ajuda a alcançar em uma visão durante a batalha. Em ambos os casos, os heróis superam a dependência de seus artefatos, abraçando seu potencial pleno.
Parceiros verdes e blindados
Todo herói precisa de um companheiro poderoso, e ambas as franquias apresentam aliados gigantes e verdes. O companheiro mais próximo de Adam é o tigre Cringer, que se transforma no imponente Gato Guerreiro quando o príncipe se torna He-Man. Da mesma forma, o Deus do Trovão ganha um aliado verde em Thor: Ragnarok: o Hulk, de Bruce Banner. Assim como o Gato Guerreiro, o Hulk é grande, verde e recebe sua própria armadura em Sakaar enquanto atua como campeão de gladiadores do Grão-Mestre.
Temas de rock clássico
Thor: Ragnarok utiliza a música “Immigrant Song”, do Led Zeppelin, em suas sequências de ação mais memoráveis, com letras que remetem à mitologia nórdica. Masters of the Universe segue um caminho semelhante ao incluir “Princes of the Universe”, do Queen, durante o clímax do terceiro ato, na batalha final contra as forças do Esqueleto. Embora a canção tenha sido composta originalmente para o filme Highlander, de 1986, ela se encaixa perfeitamente na jornada de He-Man. Como um detalhe adicional, foi confirmado que o guitarrista do Queen, Brian May, gravou a guitarra elétrica para a trilha sonora composta por Daniel Pemberton, consolidando a conexão musical entre as obras.
Fonte: ScreenRant