A cinebiografia Michael, que narra a trajetória do ícone pop Michael Jackson, alcançou uma marca expressiva no mercado cinematográfico mundial. Mesmo com a recente disponibilização do longa-metragem para aluguel e compra em plataformas digitais como Prime Video e Apple TV, a produção continua a registrar números sólidos nos cinemas, consolidando-se como um dos maiores sucessos comerciais da Lionsgate em toda a sua história.
De acordo com informações divulgadas, o filme atingiu a marca de US$ 900 milhões em bilheteria global. Desse montante, US$ 554,8 milhões foram arrecadados no mercado internacional, enquanto o desempenho doméstico somou US$ 355,2 milhões. O sucesso financeiro de Michael coloca a obra em uma posição privilegiada, aproximando-a do recorde histórico de maior bilheteria para uma cinebiografia musical, atualmente detido por Bohemian Rhapsody, que acumulou US$ 911 milhões durante sua exibição original.
A expectativa do mercado é que o filme supere o recorde de Bohemian Rhapsody nos próximos dias, dado o ritmo constante de arrecadação. Analistas agora observam se a produção conseguirá ultrapassar a barreira de US$ 1 bilhão mundialmente antes do encerramento de seu ciclo nas salas de exibição. Até o momento, apenas The Super Mario Galaxy Movie, lançado em 2026, atingiu esse patamar no mesmo ano, após dois meses em cartaz.
O impacto de Michael vai além dos números financeiros. O longa, dirigido por Antoine Fuqua e produzido por Graham King — que também esteve à frente de Bohemian Rhapsody —, conquistou uma aprovação de 97% do público no Rotten Tomatoes, sendo classificado como “Verified Hot”. Embora a recepção crítica tenha sido mais dividida, com 39% de aprovação no Tomatometer, o desempenho comercial demonstra uma conexão forte com os espectadores.
O elenco é um dos pilares da produção, trazendo Jaafar Jackson no papel principal, acompanhado por nomes como Colman Domingo, que interpreta Joseph Jackson, e Nia Long, no papel de Katherine Jackson. O time de atores ainda conta com Miles Teller como John Branca, KeiLyn Durrel Jones como Bill Bray e Laura Harrier como Suzanne de Passe. A qualidade das atuações e a condução de Antoine Fuqua foram pontos centrais na discussão sobre o legado do artista, tema que frequentemente atrai o interesse de grandes nomes da indústria, assim como ocorre em produções estreladas por Willem Dafoe e Michael Douglas em novos projetos de Oliver Stone.
Diante do sucesso, já existem conversas sobre uma possível sequência para Michael. O próprio Jaafar Jackson manifestou interesse em reprisar o papel e continuar explorando a vida de seu tio nas telas. O interesse do público em figuras icônicas da cultura pop, como o que se viu na era de Michael Jordan durante as finais da NBA, parece se repetir com a cinebiografia, que se mantém relevante mesmo com a concorrência de novos lançamentos e a disponibilidade imediata no streaming.
A trajetória de Michael reforça a força das cinebiografias musicais no cenário atual. Enquanto o estúdio avalia os próximos passos para a franquia, o filme segue como um marco importante para a Lionsgate, provando que o interesse por histórias biográficas bem produzidas permanece elevado entre o público global, independentemente da janela de lançamento digital.
Fonte: ScreenRant