A recente estreia de Masters of the Universe nos cinemas trouxe de volta a magia de Eternia para as telas, quase quatro décadas após a primeira incursão cinematográfica da franquia. O longa-metragem equilibra uma narrativa de aventura estilizada com a mistura peculiar de ficção científica e fantasia que define o universo de He-Man. Com um elenco liderado por Nicholas Galitzine como Adam, Idris Elba como Duncan e Camila Mendes como Teela, a produção enfrentou o desafio de agradar tanto aos fãs de longa data quanto ao público casual. A interpretação de Jared Leto como o icônico vilão Skeletor também se destaca, capturando o tom teatral e dramático do personagem sem cair na caricatura. Para quem busca produções que compartilham esse DNA de aventura, humor e mundos fantásticos, preparamos uma lista com dez sugestões que exploram elementos similares.
Masters of the Universe (1987)

Para os recém-chegados à franquia, pode ser uma surpresa descobrir que existe um filme anterior intitulado Masters of the Universe. Estrelado por Dolph Lundgren, o longa apresenta uma abordagem diferente, mas compartilha a premissa de levar os heróis de Eternia para a Terra. O Skeletor de Frank Langella domina o Castelo Grayskull, forçando os protagonistas a uma resistência em nosso mundo. Embora o tom seja distinto da versão de 2026, o filme funciona como uma curiosidade histórica interessante para comparar as diferentes visões sobre o material original. É um registro de como a franquia Masters of the Universe traz referências e segredos que moldaram sua mitologia ao longo dos anos.
Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves (2023)

Se o que você busca é uma aventura de fantasia polida, com um elenco carismático e um tom leve, Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves é uma escolha certeira. O filme acompanha Edgin, interpretado por Chris Pine, um bardo que reúne um grupo heterogêneo para recuperar um artefato mágico. A dinâmica entre os personagens lembra muito a formação de um grupo de RPG, enfrentando perigos sob a manipulação da sorrateira Sofina. A obra consegue manter riscos palpáveis enquanto entrega momentos de humor genuíno, alinhando-se perfeitamente com a proposta de entretenimento de Masters of the Universe.
Highlander (1986)

Highlander é um clássico da fantasia contemporânea que incorpora elementos de ficção científica em sua premissa. Christopher Lambert vive Connor MacLeod, um guerreiro imortal que precisa derrotar o temível Kurgan para impedir que ele obtenha um poder inimaginável. A necessidade de decapitar os oponentes para vencer torna as lutas de espada centrais na narrativa. Embora explore temas mais sombrios sobre a imortalidade, o filme mantém diálogos espirituosos e cenas de combate que permanecem como referência no gênero até hoje.
Disney’s Hercules (1997)
A animação Hercules, da Disney, apresenta paralelos narrativos claros com a jornada de Adam. O protagonista também se sente deslocado e busca provar seu valor para retornar ao seu lugar de origem, o Monte Olimpo. O vilão Hades, assim como Skeletor, é um antagonista que não hesita em criar obstáculos complexos para o herói. Com um humor que agrada tanto crianças quanto adultos, o filme é uma opção excelente para quem aprecia a estrutura de jornada do herói clássica presente em Masters of the Universe.
Thor (2011)
O primeiro filme do Thor no Universo Cinematográfico Marvel é um exemplo de como tratar o banimento de um herói de um reino fantástico para a Terra. O personagem de Chris Hemsworth precisa aprender a ser digno de empunhar o Mjölnir enquanto lida com a estranheza do nosso mundo. Com a ajuda de Jane Foster, interpretada por Natalie Portman, o protagonista amadurece e entende que a força física não é o único atributo de um verdadeiro herói. O elenco de apoio, incluindo Tom Hiddleston como Loki e Anthony Hopkins como Odin, eleva a qualidade da produção.
Kull: The Conqueror (1997)
Estrelado por Kevin Sorbo, conhecido por seu papel em Hercules: The Legendary Journeys, Kull: The Conqueror foca em um guerreiro em uma missão épica. O objetivo é encontrar uma arma mítica capaz de derrotar a sorrateira Akivasha, interpretada por Tia Carrere. Embora não possua os elementos de ficção científica encontrados em Masters of the Universe, o filme entrega a experiência clássica de um herói robusto em um mundo de magia e espadas, sendo uma recomendação direta para fãs de aventuras de fantasia dos anos 90.
Mortal Kombat II (2026)
A sequência mortal kombat II introduz Johnny Cage, vivido por Karl Urban, em um cenário onde o destino da Earthrealm está em jogo. O vilão Shao Khan, interpretado por Martyn Ford, lidera as forças de Outworld em um torneio brutal. A combinação de lutas coreografadas com momentos de humor, especialmente através das reações de Cage ao descobrir esse novo mundo, cria uma experiência que ressoa com quem gostou da mistura de ação e leveza em Masters of the Universe.
The Scorpion King (2002)
The Scorpion King traz Dwayne Johnson como Mathayus, um assassino que se vê forçado a unir forças com uma sorrateira para derrotar o tirano Memnon. O filme é um derivado da franquia The Mummy e se sustenta como uma aventura histórica direta e eficaz. A carisma de Johnson, aliada a cenas de luta bem executadas, torna o longa uma opção sólida para quem busca entretenimento sem complicações, mantendo o foco na jornada do herói e no confronto contra forças opressoras.
Krull (1983)
Krull é uma joia subestimada dos anos 80 que funde elementos de ficção científica e fantasia de forma exemplar. O príncipe Colwyn, interpretado por Ken Marshall, lidera uma missão para salvar seu planeta de invasores alienígenas conhecidos como Slayers. O uso de efeitos práticos confere ao filme um visual que envelheceu muito bem. A mistura de armas medievais com tecnologia futurista cria um ambiente único que certamente agradará aos admiradores da estética de Masters of the Universe.
Thor: Ragnarok (2017)
Finalizando a lista, Thor: Ragnarok é essencial para quem busca o equilíbrio perfeito entre humor, visuais deslumbrantes e mitologia fantástica. A batalha contra Hela, interpretada por Cate Blanchett, coloca o herói em uma situação de desvantagem que mantém o público engajado. Com a presença de personagens como Hulk e o Grandmaster, vivido por Jeff Goldblum, o filme se destaca como uma das produções mais divertidas do gênero. É uma obra que, embora continue a história do protagonista, funciona perfeitamente como uma aventura isolada de alta qualidade. Vale lembrar que, assim como em outras produções, Masters of the Universe revela futuro de She-Ra em cena pós-créditos, mantendo a expectativa dos fãs por novos desdobramentos.
O Legado da Fantasia e o Desafio da Adaptação
A franquia Masters of the Universe carrega um peso cultural imenso, enraizado na cultura pop dos anos 80. A transição de brinquedos da Mattel para uma série animada icônica e, posteriormente, para o cinema, sempre foi marcada por uma dualidade: o épico medieval de Eternia versus a tecnologia de ponta. O novo filme de 2026 não apenas revisita essa mitologia, mas tenta modernizar o arquétipo do herói relutante. Para o público brasileiro, que cresceu acompanhando as aventuras de He-Man na televisão aberta, o impacto dessa nova produção é nostálgico e, ao mesmo tempo, uma introdução a uma nova geração de efeitos visuais e narrativas mais densas. A escolha de um elenco diversificado e a direção focada em equilibrar o tom teatral de Skeletor com a seriedade de Adam refletem uma tendência atual de Hollywood: tratar propriedades intelectuais clássicas com um respeito renovado, mas sem medo de subverter expectativas.
Impacto no Mercado e a Busca por Novas Franquias
O sucesso ou fracasso de Masters of the Universe nas bilheterias brasileiras e globais dita o ritmo de como estúdios investirão em propriedades de fantasia nos próximos anos. O mercado atual está saturado de super-heróis baseados em quadrinhos, e a fantasia de espada e feitiçaria, quando bem executada, oferece um respiro necessário. A produção de 2026 serve como um termômetro para medir o interesse do público em mundos de alta fantasia que não dependem estritamente de universos compartilhados preexistentes. Se a recepção for positiva, podemos esperar uma onda de adaptações que buscam capturar esse mesmo equilíbrio entre o lúdico e o dramático, consolidando a fantasia como um pilar central das grandes produções de entretenimento.
Onde Assistir e Disponibilidade no Brasil
Para os espectadores brasileiros, a disponibilidade de títulos de fantasia é um ponto crucial. Masters of the Universe (2026) teve sua janela de estreia nos cinemas nacionais alinhada com o lançamento internacional, garantindo que o público pudesse conferir a obra em salas com tecnologia de ponta. Após a exibição cinematográfica, a tendência é que o filme integre o catálogo de plataformas de streaming que possuem acordos de distribuição com o estúdio responsável. Títulos como Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves e as produções da Marvel citadas na lista estão frequentemente disponíveis em serviços como Prime Video, Max ou Disney+, facilitando o acesso para quem deseja maratonar essas aventuras. É recomendável verificar a programação das plataformas locais, pois a rotatividade de catálogos no Brasil é dinâmica, e muitos desses clássicos e sucessos recentes costumam alternar entre serviços de assinatura e locação digital.
Análise Comparativa: A Evolução da Fantasia Cinematográfica
Ao comparar Masters of the Universe com obras como Krull ou Highlander, percebemos uma evolução clara na linguagem visual. Enquanto os filmes dos anos 80 dependiam de efeitos práticos, maquiagem pesada e cenários construídos, a versão de 2026 utiliza o CGI para expandir a escala de Eternia de uma forma que antes era impossível. No entanto, a essência permanece a mesma: a jornada do herói que precisa encontrar sua própria voz em meio a um conflito cósmico. A inclusão de elementos de ficção científica em cenários de fantasia não é apenas uma escolha estética, mas uma ferramenta narrativa que permite aos roteiristas explorar temas como tecnologia versus magia, um embate que ressoa profundamente com o público moderno, acostumado a viver em um mundo onde a tecnologia avança a passos largos, mas o desejo pelo fantástico e pelo mítico permanece inalterado.
Fonte: ScreenRant