Trilogia A Múmia deixa o catálogo da Max em breve em Filmes te

A clássica franquia de aventura estrelada por Brendan Fraser e Rachel Weisz se despede da plataforma de streaming ainda este mês.

Filmes de ação e terror compartilham um objetivo fundamental: elevar a adrenalina do público. Seja através de uma sequência de luta coreografada com precisão ou de um susto repentino cronometrado com perfeição, existe uma razão pela qual a expressão “na ponta da cadeira” se aplica tão bem a esses gêneros. Quando combinamos ambos, o resultado pode ser uma mistura peculiar de estética gótica, mitologia profunda e romance trágico, como visto em Underworld, ou uma produção visceral como Overlord. No entanto, existe uma obra que fundiu esses dois mundos com maestria e deu início a uma franquia completa, e os assinantes da Max têm apenas uma semana para conferi-la antes que ela deixe o catálogo.

the mummy brendan fraser rachel weisz and john hannah looking offscreen with shocked expressions

Trata-se de A Múmia, a releitura de 1999 do clássico monstro da Universal. Enquanto a versão original de 1932 era repleta de horror arrepiante, a versão de 1999 adotou uma abordagem muito mais voltada para a ação. O roteirista e diretor Stephen Sommers descreveu sua visão como um “épico grandioso no deserto”, que apresentaria tiroteios e duelos de espada, sem abrir mão do terror inerente a um cadáver reanimado. Para quem ainda não assistiu a esta trilogia, é preciso correr, pois os filmes deixam a plataforma no dia 29 de maio.

A mistura perfeita de gêneros

Em sua essência, A Múmia é uma história romântica. Além do romance que floresce lentamente entre a bibliotecária Evelyn Carnahan, interpretada por Rachel Weisz, e o soldado que virou caçador de tesouros Rick O’Connell, vivido por Brendan Fraser, o próprio antagonista, Imhotep (Arnold Vosloo), busca desesperadamente ressuscitar sua amada Anck-su-namun. A química entre Fraser e Weisz ilumina a tela tanto quanto as explosões, e o filme não economiza nelas, com Sommers investindo pesado em sequências de ação. Seja no confronto final entre Rick e Imhotep dentro de uma pirâmide ou nas habilidades de esgrima de Ardeth Bay (Oded Fehr), o longa oferece ação de sobra.

Sommers elevou a aposta em O Retorno da Múmia, que mostra Rick e Evelyn casados em uma missão para salvar seu filho, Alex. O filme traz o retorno de Imhotep, agora capaz de manipular as pragas bíblicas, e introduz uma nova ameaça: o Escorpião Rei, interpretado por Dwayne Johnson. Ambos os filmes foram sucessos estrondosos, o que levou a Universal a produzir um terceiro capítulo. Contudo, A Múmia: Tumba do Imperador Dragão representou um distanciamento significativo do que tornava os dois primeiros filmes tão especiais.

Rachel Weisz optou por não retornar para o terceiro longa, pois havia acabado de dar à luz. Em seu lugar, Maria Bello assumiu o papel. Embora Bello seja uma atriz competente, a dinâmica entre Fraser e Weisz era um pilar fundamental da franquia. Além disso, embora Jet Li ofereça uma presença imponente como o Imperador Dragão, seu exército de soldados é composto por estátuas de terracota, uma mudança drástica em relação à mitologia da mumificação. Com a substituição de Stephen Sommers por Rob Cohen na direção, o resultado foi um filme que, apesar de manter o nível de ação, carece do espírito e do charme que definiram a série original.

O legado de uma franquia

O sucesso estrondoso do primeiro filme não apenas gerou sequências, mas também deu origem a um universo expandido. Isso inclui o spin-off O Escorpião Rei, que explorou a origem do personagem de Dwayne Johnson, além de uma série animada que expandiu ainda mais o folclore apresentado nas telas. A trilogia de Sommers permanece como um exemplo de como equilibrar aventura, humor e elementos sobrenaturais, deixando uma marca indelével na cultura pop. Com a saída iminente da plataforma Max, os fãs têm uma oportunidade final de revisitar as tumbas egípcias e as batalhas épicas que definiram o cinema de aventura da virada do milênio.

Fonte: Collider