Tomb Raider: Legacy of Atlantis confirma uso de ativos de IA

Novo título da franquia Tomb Raider, com lançamento previsto para 2027, admite uso de ferramentas de inteligência artificial em seu processo de criação.

O aguardado Tomb Raider: Legacy of Atlantis recebeu um novo trailer durante a recente apresentação do PlayStation State of Play, confirmando sua data de lançamento para 12 de fevereiro de 2027. No entanto, uma atualização discreta na página do jogo na Steam trouxe à tona uma discussão recorrente na indústria: o uso de ferramentas de inteligência artificial no desenvolvimento de títulos de grande porte.

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Conforme detalhado na página oficial, o projeto contém um aviso sobre a utilização de IA generativa. O comunicado explica que tais recursos foram empregados durante as fases iniciais de exploração e para a criação de conteúdo temporário de desenvolvimento. A desenvolvedora Crystal Dynamics, que trabalha no título em parceria com a Flying Wild Hog e a publicadora Amazon Games, buscou esclarecer como esses elementos foram integrados ao processo criativo.

Uso de IA em Tomb Raider: Legacy of Atlantis gera questionamentos

O comunicado oficial afirma que qualquer ativo assistido por inteligência artificial foi substituído ou refinado por humanos, visando manter a visão artística da equipe. A declaração diz textualmente: “Ferramentas assistidas por IA foram usadas durante o desenvolvimento para apoiar a exploração inicial e conteúdo temporário. Quaisquer ativos assistidos por IA foram substituídos ou refinados por humanos para manter a visão criativa e artística da equipe de desenvolvimento”.

Apesar da tentativa de transparência, a redação vaga do comunicado levanta dúvidas sobre a extensão real do uso dessas tecnologias no produto final. O termo “refinado por humanos” é o ponto central da controvérsia, pois sugere que a base de certos ativos pode ter sido gerada por algoritmos, o que muitos jogadores ainda consideram inaceitável. A recepção do público será determinante para entender como a comunidade reagirá a essa prática, especialmente após casos recentes onde o uso de IA resultou em sanções, como ocorreu com Baldur’s Gate e outros títulos que enfrentaram críticas severas por decisões similares.

Histórico de polêmicas com IA na indústria de games

A indústria de jogos tem enfrentado uma resistência crescente em relação à implementação de IA generativa. O jogo Clair Obscur: Expedition 33, por exemplo, perdeu uma premiação importante devido ao uso de ativos gerados por IA. Da mesma forma, a Larian Studios precisou recuar após admitir que experimentou com arte gerada por IA nos estágios conceituais de seus novos projetos, uma decisão que foi rapidamente revertida diante da reação negativa dos fãs.

Outro caso emblemático envolveu a Arc Raiders, que chegou a utilizar dublagem via inteligência artificial, mas acabou revertendo sua posição após críticas da comunidade. Assim como a Rockstar Games mantém um escrutínio constante por parte dos fãs em seus anúncios, estúdios como a Crystal Dynamics agora precisam lidar com um público cada vez mais atento à procedência dos ativos visuais e sonoros em seus lançamentos. A tolerância da comunidade gamer para com essas práticas continua sendo um fator de risco para grandes produções, tornando o lançamento de Tomb Raider: Legacy of Atlantis um teste importante para a aceitação de tecnologias de IA no desenvolvimento de jogos de ação e aventura.

Fonte: Thegamer