O filme Backrooms, dirigido por Kane Parsons, alcançou um marco histórico para a A24 ao ultrapassar a marca de US$ 100 milhões em bilheteria doméstica. O feito foi consolidado em apenas seis dias de exibição nos cinemas, um desempenho que coloca a produção como o título de maior arrecadação da história do estúdio na América do Norte. Com um orçamento de produção estimado em US$ 10 milhões, o longa já se estabelece como um sucesso financeiro expressivo para a companhia.


A trajetória de Backrooms tem sido marcada por números expressivos desde o seu lançamento. O filme superou o recorde anterior da A24, que pertencia a Marty Supreme, estrelado por Timothée Chalamet, que acumulou US$ 96 milhões no mercado interno. Enquanto Marty Supreme ainda detém o posto de maior bilheteria mundial do estúdio com US$ 191 milhões, as projeções indicam que a obra de Parsons deve ultrapassar essa marca globalmente em breve, já que contabiliza US$ 144 milhões até o momento.

Recordes de abertura e impacto geracional
O sucesso de Backrooms não se limita ao acumulado total. No último fim de semana, a produção registrou a maior estreia da história da A24, arrecadando US$ 81,4 milhões domesticamente e US$ 118 milhões ao redor do mundo. O valor mais do que triplica o recorde anterior, que pertencia ao thriller Civil War, de Alex Garland, com US$ 25,5 milhões. Além disso, o filme garantiu a maior abertura de todos os tempos para uma obra de terror original.
Este desempenho também consolidou Kane Parsons, de 20 anos, como o cineasta mais jovem a alcançar o topo da bilheteria doméstica. O recorde anterior era de Josh Trank, que tinha 27 anos quando Chronicle estreou em primeiro lugar em 2012, com US$ 22 milhões. A recepção do público jovem tem sido um fator determinante para esses números, com metade da audiência do fim de semana de estreia composta por pessoas abaixo de 25 anos e 75% abaixo de 35 anos.
Origem na internet e expansão da franquia
A produção é baseada na popular série de vídeos de Kane Parsons no YouTube, que explora o conceito de espaços liminares — estruturas e salas aparentemente infinitas que ganharam notoriedade em fóruns como Reddit e TikTok. Para os interessados em explorar mais sobre essa estética, vale conferir 10 filmes de terror com espaços liminares para ver após Backrooms. A trama acompanha um gerente de loja de móveis, interpretado por Chiwetel Ejiofor, que descobre uma passagem secreta levando a um labirinto de salas. Quando ele desaparece, sua terapeuta, vivida por Renate Reinsve, parte em uma jornada para encontrá-lo.
O projeto foi cofinanciado pela A24 e pela Chernin Entertainment, com participação da Blumhouse-Atomic Monster e 21 Laps. Embora uma sequência oficial ainda não tenha sido confirmada pelo estúdio, o diretor já manifestou interesse em transformar a propriedade intelectual em uma franquia cinematográfica de longo prazo. O sucesso recente de Backrooms, que já conta com um Backrooms quebra recorde histórico de estreia da A24 no Reino Unido, reforça a viabilidade comercial desse universo.
Cenário competitivo e próximos passos
O desempenho de Backrooms ocorre em um momento de aquecimento do mercado cinematográfico, acompanhado pelo sucesso de Obsession, dirigido por Curry Barker. Este último tornou-se o primeiro filme desde E.T.: O Extraterrestre, de 1982, a registrar aumento de público no segundo e terceiro fins de semana de exibição. Analistas de mercado agora observam como ambas as produções se comportarão diante das estreias de Masters of the Universe e do revival de Scary Movie.
A expectativa para o próximo fim de semana permanece alta, com analistas prevendo uma arrecadação entre US$ 48 milhões e US$ 50 milhões para Backrooms. A capacidade da produção de manter o fôlego nas semanas seguintes será um indicador importante para a A24, que vê no projeto um modelo de negócio altamente lucrativo. A transição de criadores de conteúdo digital para o cinema tradicional tem se mostrado uma estratégia eficaz, especialmente quando o material de origem possui uma base de fãs consolidada e engajada.