Sony prepara novo reboot de Resident Evil para setembro de 2026

Com orçamento de US$ 80 milhões, o novo filme de Resident Evil busca revitalizar a franquia nos cinemas após tentativas anteriores de reboot.

A Sony está prestes a entregar uma nova versão da franquia Resident Evil aos fãs, com data de estreia confirmada para 18 de setembro de 2026. O projeto, que chega aos cinemas em exatamente três meses, busca renovar a imagem da icônica série de terror da Capcom, que se consolidou como um dos maiores pilares do gênero de sobrevivência desde o lançamento do primeiro jogo em 1996. Sob a direção de Zach Cregger, conhecido pelo sucesso de Weapons, a produção promete um tom mais fiel à atmosfera de horror dos games, distanciando-se do foco em ação que marcou as adaptações anteriores.

A trajetória de Resident Evil nas telas é marcada por altos e baixos. Entre 2002 e 2016, a franquia estrelada por Milla Jovovich e dirigida por Paul W. S. Anderson arrecadou US$ 1,2 bilhão globalmente, embora tenha sido frequentemente criticada por se afastar do material original e priorizar personagens inéditos, como a protagonista Alice. Para muitos entusiastas, a nova investida da Sony representa a oportunidade de ver o universo infectado pelo T-Vírus ser explorado com a tensão e o horror que definiram a experiência interativa original.

Abordagem de Zach Cregger foca em horror de sobrevivência

Cena do filme Resident Evil
Cena do filme Resident Evil.
Milla Jovovich em Resident Evil: O Capítulo Final
Milla Jovovich em Resident Evil: O Capítulo Final.

Diferente das produções passadas, o novo filme não será uma adaptação direta de um único título da Capcom. Zach Cregger, que se declara um grande fã da franquia, optou por criar uma narrativa original que ocorre simultaneamente aos eventos de Resident Evil 2. O protagonista da trama é Bryan, interpretado por Austin Abrams, um mensageiro médico que tenta sobreviver durante o caos do surto viral. A escolha por um personagem inédito visa permitir que a história se desenvolva sem as amarras de adaptar fielmente cada detalhe dos jogos, mantendo o foco na sobrevivência e no horror.

A aposta da Sony é alta, com um orçamento de US$ 80 milhões, o maior já destinado a um filme da franquia. O estúdio espera que a abordagem de Cregger, que provou seu talento com produções recentes, consiga atrair tanto o público fiel quanto novos espectadores. A expectativa é que, caso o longa alcance o sucesso comercial esperado, a Sony não demore a oficializar sequências, consolidando uma nova era para a marca nos cinemas. Assim como Game of Thrones, que viu seus projetos derivados enfrentarem desafios de produção, Resident Evil tenta encontrar o equilíbrio ideal entre fidelidade e viabilidade comercial.

Histórico recente de reboots e desafios da franquia

Ella Balinska em Resident Evil, da Netflix
Ella Balinska em Resident Evil, da Netflix.

O novo filme de 2026 marca a terceira tentativa de reboot da franquia nesta década. Em 2021, a Sony lançou Resident Evil: Welcome to Raccoon City, que adaptou os dois primeiros jogos com um orçamento modesto de US$ 25 milhões. O filme, no entanto, arrecadou apenas US$ 42 milhões e foi mal recebido pela crítica, alcançando 30% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho abaixo do esperado encerrou os planos para uma continuação direta.

Paralelamente, a Netflix também tentou sua própria versão com uma série em live-action lançada em 2022. Estrelada por Ella Balinska e Lance Reddick, a produção foi inspirada vagamente nos jogos, mas não conseguiu manter a audiência, sendo cancelada após apenas oito episódios. A série registrou 27% de aprovação do público, reforçando a dificuldade de adaptar o material para diferentes formatos. Enquanto o mercado de streaming busca novas formas de engajamento, como visto em Over Your Dead Body, a Sony acredita que o retorno ao formato de longa-metragem com um orçamento robusto é o caminho para revitalizar a marca.

Com a estreia se aproximando, a indústria observa atentamente se a visão de Zach Cregger será o divisor de águas necessário para Resident Evil. O sucesso da franquia nos cinemas sempre dependeu de sua capacidade de atrair o público internacional, e a Sony confia que a nova proposta técnica e narrativa será suficiente para superar as falhas das tentativas anteriores. Se o filme atingir as metas de bilheteria, o futuro da série parece promissor, com potencial para expandir o universo de horror para além de uma única produção.

Fonte: ScreenRant

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.