O sucesso estrondoso de O Diabo Veste Prada 2 nas bilheterias globais reflete não apenas a nostalgia do público pela icônica franquia de moda, mas também o peso monumental de seu elenco principal. Com uma arrecadação que já ultrapassa a marca de 300 milhões de dólares, a sequência do clássico de 2006 coloca suas protagonistas em um patamar financeiro de destaque absoluto em Hollywood, consolidando-se como um dos maiores retornos de franquias da última década.



Salários e negociações do elenco
Segundo informações de mercado, Meryl Streep, que retorna ao papel da temida e influente editora Miranda Priestly, garantiu um cachê de 12,5 milhões de dólares para estrelar a produção. Em um gesto de valorização do trabalho em equipe e equidade, a atriz veterana assegurou que suas colegas de cena, Anne Hathaway e Emily Blunt, recebessem o mesmo valor salarial. As três atrizes firmaram um acordo de “nações favorecidas”, garantindo que a paridade fosse mantida para reviver os papéis de Andrea Sachs e Emily Charlton. Além dos valores fixos, o contrato inclui bônus de bilheteria baseados em metas de desempenho, o que pode elevar os ganhos individuais para além de 20 milhões de dólares caso o filme mantenha o ritmo comercial atual.
O contexto da produção e o legado
O orçamento de O Diabo Veste Prada 2 foi fixado em 100 milhões de dólares, com uma parcela significativa destinada aos custos de elenco. A roteirista Aline Brosh McKenna, responsável pelo texto de ambos os filmes, revelou que o interesse de Meryl Streep em revisitar a personagem foi o ponto de partida para o projeto. Curiosamente, Streep tem tentado, em diversas ocasiões, distanciar sua Miranda de Anna Wintour, alegando que baseou a personagem mais em diretores com quem trabalhou do que na editora da Vogue — uma afirmação que, segundo observadores da indústria, poucos acreditam, inclusive a própria Wintour.
A disputa pela identidade da “Emily” real
Enquanto o filme domina as salas de cinema, um debate paralelo e carregado de nuances ocorre nas redes sociais sobre quem seria a verdadeira inspiração para a assistente Emily Charlton. O embate envolve figuras reais do círculo da Condé Nast. De um lado, a celebridade stylist Leslie Fremar, que serviu como a primeira assistente de Anna Wintour em 1999 — mesmo ano em que a autora do livro, Lauren Weisberger, era a segunda assistente. Fremar afirmou recentemente no podcast The Run-Through que a personagem foi baseada em vivências reais e que, assim como no filme, ela não era muito gentil com Weisberger na época.
Contudo, a internet fervilha com a teoria de que a diretora de elenco e ex-diretora de entretenimento da Vogue, Jill Demling, seria a verdadeira inspiração. Demling foi a primeira assistente de Wintour antes de Fremar e era conhecida por uma gestão ainda mais rigorosa. A própria Demling admitiu em entrevista ao The Daily Mail que era estrita na condução do escritório, mencionando que a própria Leslie Fremar se sentia intimidada em substituí-la. Apesar disso, Demling tem adotado uma postura cautelosa, distanciando-se da afirmação direta de ser a “Emily real”, mesmo enquanto aproveita a publicidade gerada pelo lançamento de Prada 2. Em seu podcast, Going Rogue, ela chegou a reconhecer Fremar como a “verdadeira Emily”, tentando encerrar as especulações em suas redes sociais ao declarar que nunca reivindicou o título para si.
Outros personagens sob o escrutínio do público
A busca por referências reais não se limita a Emily. O editor William Norwich há anos alimenta rumores de que seria a inspiração para Nigel Kipling, o personagem de Stanley Tucci. Norwich relata que ser associado ao papel trouxe benefícios à sua vida pessoal e social, descrevendo-se como alguém carinhoso e avuncular no ambiente da Vogue. Entretanto, o veterano editor de moda Paul Cavaco, frequentemente apontado como a inspiração para Nigel, desmente a ideia, sugerindo que o personagem seria, na verdade, uma combinação de Norwich com o escritor da Vogue, Hamish Bowles.
Impacto no mercado de cinema
A estrutura de pagamento em O Diabo Veste Prada 2 difere de modelos adotados por plataformas de streaming, que costumam realizar compras de direitos com base em projeções fixas. A 20th Century Studios optou pelo modelo tradicional de incentivos e bilheteria, que tem se mostrado extremamente eficaz. Com a produção ainda em exibição, a expectativa é que o longa mantenha a liderança nas bilheterias, consolidando o retorno triunfal da franquia.