Mortal Kombat II impulsiona bilheteria e busca nova franquia

Sequência aposta em personagens icônicos e tom fiel aos jogos para conquistar o público nos cinemas e consolidar o universo da Warner.

O mercado cinematográfico atual vive um momento de intensa movimentação, com a bilheteria mantendo um ritmo aquecido impulsionado por sucessos como “Michael” e a expectativa em torno do segundo fim de semana de “The Devil Wears Prada 2”, especialmente com o apelo do Dia das Mães. Nesse cenário favorável, a Warner Bros.. e a New Line injetam um novo combustível com a estreia de “mortal kombat II”, uma produção focada no gênero de ação baseada em videogames que promete atrair o público fã de blockbusters de verão.

The Sheep Detectives Hugh Jackman
The Sheep Detectives Hugh Jackman
Mortal Kombat II Karl Urban
Mortal Kombat II Karl Urban

A estratégia da Warner Bros.. ao mover a data de lançamento de “mortal kombat II” de outubro de 2025 para meados de maio não foi por acaso. O estúdio busca replicar o sucesso de “Final Destination: Bloodlines”, que, no mesmo período do ano passado, alcançou um recorde de franquia com 317,8 milhões de dólares em bilheteria global. Com o mercado aberto após a saída de outros títulos, a aposta é que o filme capture o público masculino jovem, preenchendo uma lacuna deixada por produções recentes focadas no público feminino.

Embora a Warner mantenha projeções conservadoras de 35 milhões de dólares no mercado doméstico e 65 milhões globalmente para o fim de semana de estreia, fontes da indústria e distribuidores rivais sugerem um potencial maior. Há quem acredite que o longa possa se aproximar da marca de 51 milhões de dólares alcançada por “Final Destination: Bloodlines”. Tal desempenho seria fundamental para garantir a lucratividade do filme, que possui um orçamento reportado de 68 milhões de dólares, sem considerar os gastos adicionais com marketing.

A recepção inicial tem sido positiva, com 75% de aprovação no Rotten Tomatoes. O entusiasmo dos fãs que participaram de exibições antecipadas destaca que a sequência representa uma evolução clara em relação ao primeiro filme, lançado em 2021. Naquela época, o cenário era desafiador: os cinemas operavam com restrições de lotação devido à pandemia e a Warner adotava o modelo de lançamento simultâneo no HBO Max, o que resultou em críticas mistas e uma bilheteria global de 84,4 milhões de dólares.

Um dos pontos de maior crítica ao primeiro longa foi a ausência do torneio que dá nome à franquia e a criação de um protagonista original, o lutador de MMA Cole Lewis. Em “Mortal Kombat II”, a narrativa corrige esse curso ao deslocar Cole e introduzir figuras consagradas dos jogos. Karl Urban assume o papel do carismático e egocêntrico astro de filmes de artes marciais Johnny Cage, enquanto Adeline Rudolph interpreta a princesa Kitana, que busca libertar seu povo do domínio de Shao Kahn. A inclusão de outros personagens icônicos, como Jade, Baraka, Quan Chi e Sindel, reforça a fidelidade ao material original.

O filme também aposta em suas raízes sangrentas, com as famosas “fatalities” sendo incorporadas de forma crescente, culminando em um clímax visceral. Essa abordagem, que remete à trajetória da franquia “Sonic the Hedgehog” ao abraçar cada vez mais elementos dos jogos, visa agradar aos fãs de longa data. Apesar da classificação indicativa R (para maiores de 17 anos) impedir que o filme alcance os números de produções familiares como “Sonic the Hedgehog 3”, a estratégia é construir uma base de fãs sólida para futuras sequências.

Para atrair novos espectadores, o filme foi desenhado de forma acessível, utilizando a introdução de Johnny Cage ao universo de Mortal Kombat e o arco narrativo autônomo de Kitana para guiar quem não conhece a história. Se o boca a boca for positivo, o longa pode atrair um público que aprecia o estilo de terror e ação da New Line, similar a títulos como “Evil Dead Rise”.

Paralelamente, a Amazon MGM tenta encontrar seu espaço com “The Sheep Detectives”, uma adaptação de best-seller estrelada por Hugh Jackman. O filme, que narra a história de ovelhas que resolvem crimes inspiradas por romances de mistério, obteve uma recepção crítica unânime, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, sendo elogiado pela dublagem e pelo coração da narrativa. No entanto, com um orçamento de 65 milhões de dólares, a projeção de abertura entre 12 e 15 milhões de dólares é considerada modesta, especialmente após o sucesso de “Project Hail Mary”. O filme terá pouco tempo para se consolidar antes da chegada de “The Mandalorian & Grogu”.

Por fim, a Paramount lança o filme de concerto “Hit Me Hard & Soft”, de Billie Eilish. Dirigido pela própria artista em parceria com James Cameron, o projeto utiliza a tecnologia 3D para oferecer uma experiência imersiva. Com projeções iniciais entre 6 e 9 milhões de dólares, o filme pode surpreender positivamente devido à base de fãs da cantora e à expertise técnica de Cameron, elevando o padrão de registros musicais no cinema.

Fonte: TheWrap