A cinebiografia Michael, que retrata a trajetória do cantor Michael Jackson, alcançou um marco histórico para a Lionsgate. O longa-metragem, estrelado por Jaafar Jackson, superou as bilheterias mundiais de grandes sucessos do estúdio, como The Hunger Games: Catching Fire e The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2, consolidando-se como o filme de maior arrecadação da história da companhia.
Desde sua estreia em 24 de abril de 2026, a produção tem registrado números expressivos. Com um acumulado global que já ultrapassa a marca de US$ 854,6 milhões, o filme demonstra um desempenho comercial robusto, composto por US$ 346,6 milhões apenas na América do Norte e US$ 508 milhões nos mercados internacionais. O sucesso coloca o título em uma trajetória ascendente, aproximando-se do recorde de Bohemian Rhapsody, que detém o posto de cinebiografia musical mais lucrativa de todos os tempos com US$ 911 milhões.
Desempenho comercial e superação de blockbusters

O impacto de Michael nas bilheterias é notável ao comparar seus números com outros lançamentos recentes da Lionsgate. O filme superou com folga produções como John Wick: Chapter 4, que arrecadou US$ 440,1 milhões, e Now You See Me, com US$ 351,7 milhões. A performance do longa é um ponto de virada para o estúdio, que enfrentou um período desafiador com títulos que não atingiram as expectativas financeiras esperadas, como Borderlands e o ambicioso projeto de Francis Ford Coppola, Megalopolis.
A recuperação da Lionsgate começou a ganhar tração no final de 2025, com o desempenho de filmes como Now You See Me: Now You Don’t e The Housemaid. A trajetória de sucesso de Michael, conforme detalhado em Michael entra para o ranking das 100 maiores bilheterias mundiais, reforça a estratégia do estúdio em apostar em grandes franquias e produções de apelo popular para equilibrar seu portfólio.
Contexto da produção e recepção

Dirigido por Antoine Fuqua e com roteiro de John Logan, o filme foca na vida do artista sem abordar as alegações de abuso sexual infantil que marcaram parte da cobertura midiática sobre o cantor. A escolha narrativa não impediu que a obra se tornasse a cinebiografia musical com a melhor abertura doméstica da história, superando o recorde anterior estabelecido por Straight Outta Compton em 2015.
A Lionsgate mantém uma estrutura de negócios onde grande parte do orçamento é coberta por pré-vendas internacionais, o que reduz a pressão para que seus filmes alcancem o mesmo patamar de bilheteria que blockbusters de outros grandes estúdios. Mesmo assim, o sucesso de Michael é um alívio financeiro após resultados abaixo do esperado em 2024, como o desempenho de Expend4bles e Boy Kills World, este último registrando uma queda acentuada em seu segundo fim de semana.
O futuro das franquias na Lionsgate



Com o êxito consolidado, o estúdio prepara uma agenda robusta para os próximos anos. Entre os projetos aguardados estão o prelúdio The Hunger Games: Sunrise on the Reaping, com estreia prevista para novembro de 2026, e a sequência de The Housemaid, intitulada The Housemaid’s Secret, agendada para dezembro de 2027. Além disso, a Lionsgate aposta em continuações de The Passion of the Christ e no novo filme da franquia John Rambo, estrelado por Noah Centineo.
A estratégia de diversificação de conteúdo, aliada à força de marcas estabelecidas, parece ser o caminho escolhido pela empresa para manter o ritmo de crescimento observado com o sucesso de Michael. A indústria observa atentamente se a tendência de recuperação se manterá com os próximos lançamentos, especialmente em um cenário onde o público tem demonstrado seletividade crescente em relação às produções que chegam às salas de cinema.
Fonte: ScreenRant