Michael Jackson: Diretor e Produtor Recebem Pagamentos Extras Após Refilmagens

Diretor Antoine Fuqua e produtor Graham King receberam milhões extras após refilmagens no filme Michael, que removeu alegações de abuso.

O filme biográfico Michael, sobre a vida de Michael Jackson, teve seu terceiro ato drasticamente alterado devido a preocupações legais e custos adicionais para o diretor Antoine Fuqua e o produtor Graham King. Inicialmente, ambos estavam programados para receber US$ 10 milhões e US$ 6 milhões, respectivamente. No entanto, após extensas refilmagens, Fuqua e King receberam pagamentos adicionais de US$ 15 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente.

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As refilmagens foram necessárias para remover alegações de abuso sexual infantil que compunham grande parte do ato final do filme. Essas mudanças foram influenciadas por um acordo prévio com um dos acusadores de Jackson, que impedia sua representação em projetos comerciais futuros. Uma nova filmagem de 22 dias ocorreu em junho de 2025, adiando o lançamento do filme de abril de 2025 para abril de 2026.

Um porta-voz de Graham King explicou que o adiamento de outros projetos e compromissos foi parte do novo orçamento e um adiantamento para o filme, que King trabalhou por sete anos. A decisão de remover as referências às alegações também visava evitar um impacto negativo na bilheteria do filme.

O que você precisa saber

  • O diretorAntoine Fuquae o produtorGraham Kingreceberam pagamentos extras significativos após refilmagens no filmeMichael.
  • O terceiro ato do filme foi reescrito para remover alegações de abuso sexual infantil devido a preocupações legais e um acordo prévio.
  • O lançamento deMichaelfoi adiado de abril de 2025 para abril de 2026 devido às extensas refilmagens.

Desempenho e Críticas

Apesar das controvérsias e críticas negativas, Michael superou as expectativas de bilheteria. Projeções indicam uma arrecadação doméstica entre US$ 94 milhões e US$ 100 milhões, com um lançamento global próximo de US$ 200 milhões. No entanto, o filme recebeu uma pontuação de 38% no Rotten Tomatoes.

Críticas e Controvérsias Contínuas

O filme continua a enfrentar críticas. James Safechuck, um dos homens cujas alegações de abuso infantil foram exploradas no documentário Leaving Neverland, divulgou uma mensagem em vídeo para outros sobreviventes. Além disso, cenas com Kat Graham interpretando Diana Ross foram cortadas do filme por “considerações legais”. O filme agora termina em 1988, mais de vinte anos antes da morte de Jackson em 2009, e os cineastas consideram uma sequência.

Jaafar Jackson como Michael Jackson no filme Michael
Jaafar Jackson interpreta seu tio Michael Jackson no filme biográfico.

Fonte: THR