A cinebiografia Michael, que narra a vida de Michael Jackson, deixou uma mensagem enigmática após sua exibição para o público: “Sua história continua”. A frase, exibida em letras douradas, levanta a possibilidade de uma sequência para o filme, que aborda a trajetória do artista.
Originalmente, o projeto não foi concebido como uma obra dividida, mas a ideia de um Michael: Parte 2 ganhou força durante a produção, marcada por refilmagens e adiamentos. A inclusão da frase foi uma adição de última hora, realizada cerca de um mês antes da estreia, refletindo o otimismo dos envolvidos com o potencial sucesso do filme.
Produtores como Graham King e o diretor Antoine Fuqua, juntamente com os estúdios Lionsgate e Universal, e o espólio de Michael Jackson, demonstram interesse em expandir a narrativa. No entanto, o roteiro para uma possível continuação, escrita por John Logan, ainda não foi finalizado. Decisões oficiais sobre uma sequência só serão tomadas após a estreia de Michael, em 24 de abril.
Adam Fogelson, presidente da Lionsgate, afirmou que há mais história para contar e que a equipe está preparada para oferecê-la caso o público demonstre interesse. A decisão, contudo, não se baseará apenas na bilheteria, mas também no desejo dos fãs por mais sobre a vida de Jackson.
Graham King também confirmou que ideias para uma sequência estão sendo discutidas, mas que o foco principal no momento é a recepção do primeiro filme. A Lionsgate cuida da distribuição doméstica de Michael, enquanto a Universal é responsável pela distribuição internacional. As projeções iniciais de bilheteria doméstica foram de US$ 55 a US$ 60 milhões, posteriormente elevadas para US$ 65 a US$ 70 milhões.
A expectativa para as vendas internacionais é alta, com uma previsão de abertura global de cerca de US$ 150 milhões. O filme teve uma jornada complexa até chegar às telas, com data de lançamento inicialmente marcada para abril de 2025, mas adiada para abril de 2026 após a descoberta de que o filme necessitava de uma grande reformulação. Essa necessidade surgiu devido a uma falha do espólio de Michael Jackson, que apoia o filme. A produção original abordava as acusações de abuso sexual infantil, mas um acordo anterior com um acusador impedia a representação desses eventos em projetos comerciais futuros.
Em junho de 2025, foram realizadas 22 dias adicionais de filmagem, com custos pagos pelo espólio. Foi nesse período que surgiu o plano de dividir o filme em duas partes.
Inicialmente, Fuqua pretendia criar um filme mais dramático, abordando diretamente as acusações de abuso infantil. No entanto, o filme foi reconfigurado para se tornar uma história mais edificante, focada na música de Jackson, deixando de lado os escândalos. Essa nova abordagem, focada na música e nas performances, tem gerado comparações com Bohemian Rhapsody, cinebiografia do Queen produzida por King.
Para uma potencial sequência, material de filmagens iniciais, incluindo cenas de shows das turnês Dangerous e Invincible, poderia compor até um terço do novo filme. Contudo, questiona-se o que mais haveria para contar, especialmente considerando a dificuldade em abordar a parte final da vida de Jackson sem as controvérsias. Questões de agendamento e custos de produção também são fatores a serem considerados, pois talentos como Fuqua e atores como Colman Domingo, Nia Long e Miles Teller, além do estreante Jaafar Jackson, precisariam ser recontratados, possivelmente com salários mais altos.
Apesar dos desafios, se Michael for um sucesso de bilheteria, haverá um forte incentivo para uma performance de bis.
Fontes: THR ScreenRant Variety