A família Cascio, que se autodenominava a “segunda família” de Michael Jackson, entrou com um novo processo alegando que o falecido cantor cometeu abuso sexual contra quatro de seus filhos. As acusações incluem incidentes ocorridos no rancho Neverland, em viagens e em paradas de turnê.
A família, que anteriormente defendeu Jackson contra alegações de abuso em 2010, afirma ter sido motivada a agir após assistir ao documentário “Leaving Neverland”. Segundo o processo, Jackson teria abusado das crianças quando elas tinham entre sete e oito anos, utilizando drogas e álcool para facilitar os atos.
O processo detalha que Jackson oferecia atenção excessiva, presentes luxuosos e acesso ao seu estilo de vida de celebridade, ao mesmo tempo em que as manipulava com frases codificadas para as sessões de abuso, como “Posso ter uma reunião?” e “Ir para a Disney”. A família alega que Jackson os ameaçava, afirmando que suas vidas seriam destruídas se sua atividade sexual com eles fosse descoberta.
A ação também sugere que funcionários, conselheiros, advogados e médicos de Jackson estavam cientes e colaboraram para facilitar e ocultar os abusos. A família Cascio teria buscado um acordo secreto com o espólio de Jackson, recebendo cerca de US$ 16 milhões ao longo de cinco anos. Quando os pagamentos cessaram em 2025, novas negociações falharam, levando à atual ação judicial.
Um advogado do espólio de Michael Jackson, Marty Singer, classificou as alegações como uma “tentativa desesperada de ganhar dinheiro” e uma “tática transparente de busca de foro” para obter centenas de milhões de dólares.
As alegações surgem em um momento em que o filme biográfico “Michael” estreia nos cinemas, com projeções de quebrar recordes de bilheteria para o gênero. O diretor de “Leaving Neverland” comentou recentemente que a popularidade de Michael Jackson sugere que o público pode ignorar as acusações de abuso.
Fonte: THR