M.I.A. estreia no Peacock com recepção mista da crítica

Nova série de crime do co-criador de Ozark divide opiniões ao buscar seu próprio espaço no streaming com trama de vingança na Flórida.

A nova série de suspense criminal M.I.A., criada por Bill Dubuque — um dos nomes por trás do fenômeno Ozark — acaba de chegar ao catálogo do Peacock, mas sua recepção inicial tem sido marcada por uma divisão de opiniões entre os críticos especializados. Com todos os nove episódios da primeira temporada já disponíveis para streaming, a produção tenta estabelecer uma identidade própria enquanto navega pelas inevitáveis comparações com o drama da Netflix, que, entre 2017 e 2022, acumulou 45 indicações ao Emmy e um prestígio crítico consolidado.

O desafio de superar um legado

A trama de M.I.A. acompanha a jornada de Etta Tiger Jonze, uma jovem que, movida pelo desejo de vingar o assassinato de sua família, acaba ascender como uma das figuras mais poderosas do submundo do crime no sul da Flórida. Sob a batuta de Karen Campbell, que traz na bagagem experiências em produções como Outlander e Dexter, a série busca equilibrar o peso emocional da vingança com a complexidade de um thriller de máfia.

No entanto, os números iniciais no agregador Rotten Tomatoes refletem um caminho incerto. Com uma pontuação de 57% baseada nas primeiras sete avaliações, a série ainda carece de uma nota do público, dado que o volume de classificações é inferior a 50. Para efeito de comparação, Ozark manteve uma trajetória de aclamação, com médias que variaram entre 70% e 98% ao longo de suas quatro temporadas, criando uma sombra difícil de ser superada pelo novo projeto de Dubuque.

Elenco e recepção crítica

O elenco regular de M.I.A. é vasto e diversificado, contando com nomes como Shannon Gisela, Cary Elwes, Danay Garcia, Brittany Adebumola, Dylan Jackson, Alberto Guerra, Maurice Compte, Gerardo Celasco e Marta Milans. A produção também investiu em participações especiais de peso, incluindo Edward James Olmos, Billy Burke, Sonia Braga, Loretta Devine, Tovah Feldshuh, Paul Ben-Victor e David Denman.

A crítica especializada tem apresentado visões distintas sobre o resultado final. Sean Morrison, do ScreenRant, atribuiu seis de dez estrelas, observando que, embora a série seja inteligente e possua uma escrita afiada, ela por vezes parece ser “esperta demais para o seu próprio bem”. Em contrapartida, M.N. Miller, do FandomWire, elogiou a energia viciante da obra, classificando-a como uma diversão “sangrenta e pulposa”. Já Jessica Toomer, do Collider, sugere que a série atinge seu potencial máximo quando para de tentar emular Ozark e abraça sua natureza como uma “prima mais suada e perturbada”. Por outro lado, vozes como a de Alex Maidy, do JoBlo, foram mais céticas, alertando para um início problemático, apesar do desempenho promissor de Shannon Gisela.

Outros analistas, como Peter Martin do ScreenAnarchy, descreveram a experiência de assistir à série como estar “em uma gangorra com um jacaré”, destacando o caráter viciante, porém irregular, da narrativa. A série, que terá seu episódio piloto exibido na rede NBC no dia 14 de maio de 2026, continua sendo uma aposta ousada do Peacock, equilibrando visuais marcantes do sul da Flórida com uma estrutura que ainda busca o seu equilíbrio definitivo.

Fonte: ScreenRant