Netflix: 10 melhores filmes de terror originais da plataforma

A Netflix consolidou sua posição como uma das maiores forças do entretenimento global ao investir pesado em produções originais. Embora o sucesso da plataforma seja frequentemente associado a séries de grande impacto, o.

A Netflix consolidou sua posição como uma das maiores forças do entretenimento global ao investir pesado em produções originais. Embora o sucesso da plataforma seja frequentemente associado a séries de grande impacto, o catálogo de filmes originais também oferece obras de alta qualidade, desde produções que despertam atenção em premiações até joias escondidas que merecem ser descobertas. Entre os diversos gêneros, o terror se destaca como um dos pilares mais fortes do serviço, aproveitando orçamentos enxutos para entregar narrativas criativas e impactantes.

O gênero de horror na Netflix tem atraído talentos de peso de Hollywood, incluindo nomes como Carla Gugino, Samara Weaving, Wunmi Mosaku e Sandra Bullock. A diversidade de títulos, que abrange desde adaptações de obras de Stephen King até tramas de zumbis e slashers modernos, demonstra a versatilidade da plataforma. Abaixo, detalhamos dez dos filmes de terror mais notáveis produzidos pelo serviço, que definiram o padrão de qualidade do gênero no streaming.

The Perfection (2018)

Quando The Perfection chegou à Netflix em 2018, o longa rapidamente capturou a atenção dos assinantes, impulsionado pela presença de Allison Williams. A atriz, que havia interpretado uma vilã memorável em Get Out, trouxe uma aura de mistério que intrigou o público. A trama foca em duas musicistas: uma prodígio problemática e a nova pupila da escola, destinada a substituí-la. Esse vínculo desencadeia uma jornada sinistra, repleta de eventos chocantes que sustentam o sucesso do filme através de atuações intensas.

#Alive (2020)

O filme #Alive, lançado em 2020, apresentou uma narrativa assustadoramente oportuna ao chegar na Netflix durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19. A história acompanha um streamer de jogos em Seul, que se vê preso em seu apartamento durante um apocalipse zumbi. O isolamento do protagonista espelhava a realidade de muitos espectadores na época. A luta pela sobrevivência, ao lado de uma vizinha que também tenta escapar, mistura ação e horror de forma exemplar, tornando este título uma joia oculta do catálogo.

Oxygen (2021)

Outro exemplo de produção internacional de destaque é Oxygen, dirigido pelo talentoso Alexandre Aja e protagonizado por Mélanie Laurent. A trama segue uma mulher que acorda presa em uma unidade criogênica médica hermeticamente fechada, sem memória de como chegou lá. Ela precisa descobrir uma forma de escapar antes que o oxigênio acabe. O filme é um exercício de claustrofobia e tensão constante, provando que o terror pode ser extremamente eficaz em ambientes limitados.

1922 (2017)

As adaptações de Stephen King são frequentes no catálogo da Netflix, e 1922, baseado na novela de 2010, é um dos exemplos mais bem-sucedidos. Com Thomas Jane e Molly Parker nos papéis principais, a história gira em torno de um homem que conspira com o filho para assassinar a esposa, sendo posteriormente consumido pela culpa. O filme recebeu críticas positivas, mantendo uma aprovação de 92% no Rotten Tomatoes, consolidando-se como uma das melhores incursões do autor na plataforma.

The Babysitter (2017)

O terror também pode ser versátil ao se misturar com a comédia, como visto em The Babysitter. O filme brinca com tropos populares do gênero slasher ao acompanhar um calouro do ensino médio que nutre uma paixão por sua babá, interpretada por Samara Weaving. Ao descobrir que ela e seus amigos realizam sacrifícios para um culto satânico, a dinâmica muda completamente. O sucesso do longa foi tamanho que gerou uma sequência, The Babysitter: Killer Queen, lançada em 2020.

Bird Box (2018)

Bird Box foi um dos primeiros filmes a se tornar um fenômeno cultural massivo na Netflix, estabelecendo recordes de audiência antes mesmo que esses números fossem amplamente divulgados. Em um mundo pós-apocalíptico onde entidades levam as pessoas ao suicídio ao serem vistas, uma mulher, interpretada por Sandra Bullock, tenta proteger duas crianças enquanto viajam vendadas em busca de segurança. A intensidade da premissa cativou o público global e gerou intensos debates na internet.

His House (2020)

His House é um filme de terror menor que, apesar de sua qualidade, merecia maior destaque. A trama segue um casal de refugiados do Sudão do Sul que luta para se adaptar a uma nova vida em uma cidade inglesa, onde um mal indescritível espreita sob a superfície. Com atuações brilhantes de Ṣọpẹ́ Dìrísù e Wunmi Mosaku, o longa utiliza visuais impressionantes e momentos de caráter profundo para entregar sustos genuínos e uma narrativa socialmente relevante.

Gerald’s Game (2017)

Mais uma adaptação de Stephen King, Gerald’s Game destaca-se pela simplicidade de sua premissa e pela direção fantástica de Mike Flanagan. Jessie, interpretada por Carla Gugino, viaja para uma casa isolada à beira de um lago com o marido para realizar uma fantasia sexual, mas ele sofre um ataque cardíaco e morre, deixando-a algemada à cama. A luta pela sobrevivência, intercalada com alucinações perturbadoras, torna o filme uma experiência aterrorizante e claustrofóbica.

Cam (2018)

O roteiro de Cam, escrito por Isa Mazzei, baseia-se em experiências reais da autora. O filme foca em uma camgirl que descobre ter sido substituída em seu site por uma réplica exata, sem entender quem ou o que causou isso. Madeline Brewer entrega uma performance poderosa como uma mulher aterrorizada, mas disposta a lutar para recuperar sua vida. O longa é repleto de cenas perturbadoras e é considerado uma das experiências de terror mais subestimadas da plataforma.

Fear Street Trilogy (2021)

Embora tecnicamente composta por três filmes, a trilogia Fear Street representa o auge do terror original da Netflix. Baseada vagamente nos livros de R.L. Stine, a série mistura o subgênero slasher com elementos de bruxaria. Cada filme se passa em um ano diferente — 1994, 1978 e 1666 — prestando homenagem a clássicos como Scream e Friday the 13th. Com um elenco popular, incluindo Sadie Sink, e uma narrativa central focada em um romance LGBTQ+, a trilogia se conecta de forma magistral, oferecendo uma experiência única no streaming.

Para os fãs que buscam mais recomendações, vale lembrar que a exploração de gêneros no streaming vai além do terror. Assim como a Netflix investe em horror, outros gêneros como a espionagem também possuem grandes destaques, como visto em 10 melhores filmes de espionagem de todos os tempos. A curadoria de conteúdos originais continua sendo o principal diferencial para manter o público engajado em produções que misturam qualidade técnica e narrativas envolventes.

Fonte: ScreenRant