O aguardado filme Masters of the Universe traz uma abordagem narrativa que equilibra elementos terrestres com a mitologia clássica da franquia, desafiando a percepção de que a trama seria excessivamente centrada em nosso planeta. Segundo informações divulgadas pelo produtor Jason Blumenthal, a Terra funciona apenas como um ponto de partida estratégico para a jornada do protagonista, servindo mais como um catalisador do que como o palco principal do conflito épico que define a saga.
A divisão entre Terra e Eternia
Durante uma visita exclusiva ao set de filmagens, Blumenthal esclareceu a proporção do cenário escolhido para a produção. O longa-metragem dedica cerca de 20% de seu tempo de tela à Terra, enquanto os 80% restantes exploram o vasto e complexo mundo de Eternia. Essa decisão estratégica visa estabelecer o tom e a atmosfera da história antes de mergulhar na construção do universo fantástico que é a marca registrada da obra original. O produtor destacou, de forma bem-humorada, a dificuldade logística de recriar o mundo de Eternia, observando que não é possível encontrar itens desse universo em lojas convencionais, o que exigiu um esforço massivo de produção para dar vida ao cenário.

A origem do Príncipe Adam
A premissa do filme apresenta uma origem distinta para o Príncipe Adam, que é enviado à Terra ainda jovem para sua própria proteção. Após 15 anos vivendo longe de suas raízes, o personagem retorna a Eternia, onde precisa reencontrar a lendária Espada do Poder e assumir o manto de He-Man. O objetivo central é enfrentar as forças de Skeletor, que conquistou o reino durante sua ausência. Os trailers já divulgados indicam que o desejo de Adam de retornar ao seu lar é um motor narrativo fundamental, criando uma expectativa sobre como essa transição entre mundos será executada.
Conexões e aliados em Eternia
Embora a estadia na Terra seja breve, ela funciona como um elemento crucial para o desenvolvimento do protagonista. É nesse período que Adam estabelece conexões que moldarão seu futuro como herói. O roteiro utiliza essa fase inicial para introduzir personagens essenciais, como Teela e Man-at-Arms, que se tornarão seus aliados mais próximos na luta contra o vilão. Além disso, a Terra não é retratada como um refúgio totalmente seguro; perigos que surgem durante sua permanência no planeta acabam forçando o retorno de Adam ao seu mundo de origem.
A produção busca honrar o legado da franquia, garantindo que a maior parte do conflito ocorra no cenário que os fãs conhecem e esperam. Com o foco voltado para a reconquista de Eternia, o filme promete uma transição equilibrada entre o mundo real e a fantasia épica, preparando o terreno para o desenvolvimento de He-Man como um herói capaz de manejar a Espada do Poder. Ao evitar que a trama se arraste por muito tempo na Terra, o filme mantém a fidelidade ao que torna a franquia tão amada, priorizando a luta contra Skeletor e a jornada de amadurecimento de Adam em seu verdadeiro reino.
Fonte: ScreenRant