Lee Cronin comenta futuro na franquia Evil Dead após sucesso

Após o sucesso de Evil Dead Rise, o diretor Lee Cronin discute seu futuro na franquia e a possibilidade de comandar novos capítulos da saga de terror.

O diretor Lee Cronin, responsável pelo quinto longa da franquia Evil Dead, abordou recentemente a possibilidade de retornar ao comando de uma sequência direta de Evil Dead Rise. Após o sucesso comercial e de crítica do filme lançado em 2023, o cineasta revelou incertezas sobre assumir novamente a direção de um novo capítulo da saga criada por Sam Raimi.

Em entrevista recente para promover o lançamento digital de seu projeto mais recente, The Mummy, Cronin expressou gratidão pela oportunidade de ter liderado a franquia. Segundo o diretor, qualquer decisão concreta sobre o futuro da série de terror deve ser tomada por Raimi e pelos produtores Rob Tapert e Bruce Campbell, pois ele reconhece que o universo pertence aos criadores originais. O cineasta reforçou que mantém um profundo respeito pela visão do trio.

Apesar da incerteza sobre seu papel como diretor, Cronin demonstrou entusiasmo com a continuidade da marca. Ele afirmou que sempre acreditou na existência de diversas oportunidades para explorar novas histórias dentro desse universo. Mesmo que não venha a dirigir outro longa da série, o cineasta garantiu que, como fã, acompanhará com interesse a recepção dos próximos títulos pelo público global. Recentemente, Lee Cronin comenta recepção de The Mummy no Rotten Tomatoes, destacando sua trajetória recente no gênero.

Planos interrompidos e novos projetos

Curiosamente, Cronin revelou que esteve próximo de desenvolver uma sequência para Evil Dead antes que a oportunidade de dirigir The Mummy surgisse. O diretor também considerava um projeto focado em investigações paranormais, inspirado em uma história real ocorrida na Irlanda durante a década de 1980. No entanto, o desenvolvimento de seu novo filme acabou consumindo sua atenção integral.

O cineasta descreveu o processo criativo como algo que, por vezes, se torna inevitável. Ele explicou que, ao encontrar o fluxo de trabalho em um projeto, é difícil desviar o olhar, comparando a experiência a algo que se fixa sob a pele. Essa dedicação ao novo longa acabou por adiar seus planos imediatos de retornar ao universo dos Deadites, embora ele continue envolvido com a franquia em outras capacidades.

Histórico e impacto de Evil Dead

A franquia Evil Dead foi iniciada por Sam Raimi em 1981, com o primeiro filme que se tornou um marco do terror independente. Raimi também dirigiu e roteirizou as duas sequências seguintes, Evil Dead II, de 1987, e Army of Darkness, de 1993. Após esse período, a série permaneceu inativa por mais de duas décadas, até que Fede Álvarez assumiu a direção do reboot de 2013, que arrecadou US$ 97,5 milhões com um orçamento de US$ 17 milhões.

O retorno da franquia com Evil Dead Rise, em 2023, consolidou o interesse do público. O filme não apenas alcançou 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, como também estabeleceu um novo recorde de bilheteria para a saga, arrecadando US$ 147 milhões mundialmente. Esse desempenho reforçou a viabilidade comercial da marca, que continua sendo uma das propriedades intelectuais mais resilientes do gênero de terror.

O futuro da franquia nos cinemas

Embora a direção de um novo filme por Cronin permaneça incerta, sua participação na franquia não termina aqui. Ele atuará como produtor executivo nos próximos dois projetos confirmados: Evil Dead Burn, com lançamento previsto para 10 de julho, e Evil Dead Wrath, agendado para chegar aos cinemas em 7 de abril de 2028. A expansão do universo, que envolve forças demoníacas e a transformação de humanos em Deadites, segue em ritmo acelerado.

A trajetória de Cronin, que antes de Evil Dead Rise havia dirigido apenas The Hole in the Ground, demonstra como o sucesso em uma franquia estabelecida pode abrir portas para grandes produções, como sua versão de The Mummy, que arrecadou US$ 90 milhões em abril deste ano. Enquanto os fãs aguardam por novidades, a estrutura da franquia parece garantida, com ou sem o retorno de Cronin à cadeira de diretor. O mercado de terror, que também viu The Walking Dead: The Ones Who Live redefine escala da franquia, continua a observar como essas propriedades clássicas se adaptam às novas demandas do público e das plataformas de streaming.

Fonte: ScreenRant