O documentário Leaving Neverland, que aborda as acusações de abuso sexual contra Michael Jackson, foi removido do catálogo da HBO Max após seis anos de disponibilidade. A decisão ocorreu devido a um acordo entre o espólio do cantor e a plataforma de streaming.
Segundo informações divulgadas, o espólio de Michael Jackson argumentou que um contrato de 1992, assinado pelo artista com a HBO para uma gravação de show, continha uma cláusula de não difamação que se aplicaria a todas as produções futuras da emissora. O cineasta Dan Reed, diretor de Leaving Neverland, criticou a interpretação da cláusula como “pateticamente ridícula”, mas o acordo foi selado.
A retirada do documentário acontece em um momento em que o novo longa-metragem biográfico sobre Michael Jackson se prepara para estrear nos cinemas. A HBO detém os direitos de licenciamento de Leaving Neverland até 2029, quando Reed poderá negociar a venda para outra plataforma.
Dan Reed também rebateu as declarações do diretor Antoine Fuqua, que sugeriu que as acusações contra Jackson visavam ganhos financeiros. “Para Antoine Fuqua acusar as pessoas de caça ao ouro é meio irônico”, afirmou Reed, acrescentando que “todas as pessoas envolvidas neste filme estão apenas ganhando dinheiro”.
O cineasta comentou ainda sobre a persistência da música de Jackson após os escândalos, observando que “as pessoas simplesmente não se importam”. Ele sugere que a lenda e o mito em torno do artista se mostram mais poderosos do que a realidade sombria que muitos temem ser verdadeira.
Fontes: Movieweb TheWrap ScreenRant