A atriz Jordana Brewster, peça fundamental na franquia velozes e furiosos desde o seu início, abriu o jogo sobre suas expectativas para o aguardado Fast Forever, o capítulo que promete encerrar a épica saga automobilística em 2028. Em uma entrevista recente concedida à Variety, a intérprete de Mia Toretto compartilhou reflexões profundas sobre o caminho que a série percorreu e o que ela considera essencial para uma despedida digna de uma das franquias mais lucrativas da história do cinema.
O desejo por mais agência e realismo narrativo
Um dos pontos centrais da fala de Brewster diz respeito à evolução de sua personagem. A atriz reconhece que, à medida que a franquia se expandia, Mia Toretto tornou-se, gradualmente, uma figura mais passiva. Para o encerramento da saga, ela almeja um retorno às raízes, buscando um momento de “círculo completo” que remeta ao tom do primeiro filme, lançado em 2001. O objetivo principal de Brewster é que Mia deixe de ser uma personagem que apenas reage aos eventos ao seu redor para se tornar a condutora de sua própria história. “Agência, esse é o meu maior desejo”, declarou a atriz, enfatizando a necessidade de dar mais peso e autonomia à irmã de Dom Toretto.
Além da autonomia, Brewster trouxe uma perspectiva pessoal sobre a maternidade dentro da ficção. Como Mia é mãe na trama, a atriz expressou o desejo de ver a personagem enfrentando os desafios reais e, por vezes, caóticos de criar filhos adolescentes. Ela sugere que seria interessante ver Mia perdendo a paciência com os filhos, especialmente em um contexto de criação moderna, descrevendo o cenário como o de uma “mãe hardcore lidando com adolescentes”. Essa abordagem traria uma camada de humanidade e vulnerabilidade que, segundo a atriz, enriqueceria a narrativa final.
A crítica aos efeitos visuais e a saudade do orgânico
Outro aspecto crucial da entrevista foi a crítica de Brewster ao uso excessivo de computação gráfica. A atriz acredita que, ao longo dos anos, a franquia acabou perdendo parte de sua nuance devido à dependência crescente de telas verdes e efeitos visuais. Ela relembrou com nostalgia os primeiros anos da saga, quando os efeitos práticos e as acrobacias reais eram a norma. Brewster destacou que filmar de forma prática, algo que ela fazia frequentemente ao lado do saudoso Paul Walker, trazia uma adrenalina real que não precisa ser simulada ou inventada pelos atores.
Para a atriz, a experiência de atuar diante de uma tela verde é frequentemente “inorgânica”, pois retira dos intérpretes a referência visual do que seus personagens deveriam estar observando. Ela ressaltou que os efeitos práticos garantem um nível de precisão técnica impossível de replicar digitalmente, além de criar um ambiente de trabalho muito mais colaborativo. “É divertido com a equipe porque eles estão se inclinando para fora do carro conosco”, explicou, reforçando que a conexão física entre os envolvidos na cena é um elemento que falta nas produções atuais.
O legado de uma franquia multibilionária
Antes de se tornar um ícone do cinema de ação, Jordana Brewster construiu uma carreira sólida em projetos como a novela As the World Turns, além de participações em O Massacre da Serra Elétrica: O Início, Chuck, Dallas e American Crime Story. No entanto, o papel de Mia Toretto permanece como o mais impactante de sua trajetória, rendendo-lhe reconhecimento em premiações como o Teen Choice Awards.
Desde a estreia do primeiro longa em 2001, a franquia transformou-se em um império de 7,4 bilhões de dólares, abrangendo dez filmes principais, o derivado Hobbs & Shaw, curtas-metragens e a série animada Fast & Furious Spy Racers. Com a direção de Louis Leterrier e roteiro de Michael Lesslie, Fast Forever carrega a responsabilidade de fechar esse ciclo. O filme tem estreia confirmada nos cinemas para o dia 17 de março de 2028, e os fãs aguardam para ver se os desejos de Brewster por mais realismo e protagonismo feminino serão atendidos na conclusão da saga.
Fonte: ScreenRant