O novo filme de ação In the Grey, dirigido por Guy Ritchie e estrelado por Henry Cavill, chegou aos cinemas gerando reações bastante distintas entre especialistas e espectadores. Embora a produção marque mais uma colaboração entre o cineasta e o ator, a recepção crítica aponta para um desempenho abaixo de projetos anteriores da dupla, enquanto o público demonstra um entusiasmo significativamente maior com a proposta do longa.
O histórico da parceria
A trajetória de colaboração entre Guy Ritchie e Henry Cavill teve início em 2015 com o filme de espionagem O Agente da U.N.C.L.E., baseado na série da MGM de 1964. Naquela ocasião, Cavill interpretou o elegante agente americano Napoleon Solo, assumindo o papel anteriormente vivido por Robert Vaughn. Infelizmente, o filme tornou-se uma decepção comercial, arrecadando 110 milhões de dólares, embora tenha ganhado uma nova vida e interesse crescente através das plataformas de streaming ao longo dos anos. Após um longo hiato de nove anos, a dupla voltou a se reunir para o filme de Segunda Guerra Mundial The Ministry of Ungentlemanly Warfare, em 2024. Agora, com In the Grey, o intervalo entre as produções foi consideravelmente menor, mas a recepção crítica não acompanhou o ritmo.
Recepção e desempenho nas telas
Com base em 23 avaliações, In the Grey detém uma pontuação de 55% no Rotten Tomatoes, o que representa o projeto com a menor classificação da dupla desde 2015. Em contraste, o público reagiu de forma muito mais favorável, conferindo ao filme uma nota de 84%. Críticos argumentam que o longa não figura entre os melhores trabalhos de Ritchie, descrevendo-o como genérico devido a uma premissa que remete a franquias como Missão: Impossível. Alguns especialistas chegaram a classificar o filme como o mais fraco do diretor, citando um ritmo tedioso, uma trama baseada em fórmulas e um desenvolvimento de personagens insuficiente.

Apesar das críticas, a montagem afiada de Ritchie para as sequências de ação foi considerada suficiente para prender a atenção do público, especialmente com o auxílio das atuações de Cavill, Jake Gyllenhaal e Eiza González. Em sua análise para o ScreenRant, Josh Bate elogiou o filme por abraçar o estilo de diálogos rápidos e foco nos personagens que definiu os primeiros sucessos do diretor. Eiza González, em particular, é apontada como um destaque, comandando a tela e dando coesão à narrativa. A trama segue uma missão de extração de alto risco, onde a advogada Rachel Wild (González) precisa recuperar uma dívida de 1 bilhão de dólares de um tirano chamado Manny Salazar. Após ser traída por seu empregador, os especialistas em extração Bronco (Gyllenhaal) e Sid (Cavill) elaboram um plano para resgatá-la.
Bastidores e desafios de distribuição
O projeto enfrentou obstáculos significativos. Embora tenha sido filmado há três anos, o filme sofreu com problemas de distribuição. Após um cronograma inicial para 2025, o lançamento foi adiado para abril de 2026. A Lionsgate, detentora original dos direitos, acabou desistindo do projeto por não conseguir cumprir os prazos, passando a responsabilidade para a Black Bear Pictures, que agendou a estreia para maio de 2026. Apesar da recepção positiva do público, a projeção de bilheteria para a estreia é modesta, entre 3 e 4 milhões de dólares, enfrentando concorrência direta de outros lançamentos como Obsession, The Wizard of Kremlin e Is God Is.
Vale notar que o elenco possui conexões profundas com o diretor: Gyllenhaal trabalhou com Ritchie em The Covenant (2023), um sucesso de público com 98% de aprovação, enquanto González também participou de The Ministry of Ungentlemanly Warfare e The Fountain of Youth.
Fonte: ScreenRant