How to Get Away with Murder entrega suspense na Netflix

Com atuações marcantes e uma estrutura narrativa repleta de mistérios, a produção de drama jurídico destaca-se como uma das opções mais viciantes do streaming.

A série How to Get Away with Murder consolidou-se como uma das produções mais intensas e viciantes do cenário televisivo contemporâneo. Ao fundir elementos clássicos do drama jurídico com a adrenalina de um thriller policial, a obra da ABC, lançada em 2014, conquistou uma legião de fãs ao colocar o espectador em uma posição inusitada: torcer pela impunidade de personagens que, na prática, são criminosos. Composta por seis temporadas, cada uma contendo 15 episódios, a série exige um compromisso de tempo considerável do público, mas entrega uma experiência narrativa recompensadora, sendo amplamente reconhecida como uma escolha perfeita para quem busca mistérios, crimes e surpresas constantes.

O que torna a série um fenômeno

O grande diferencial da produção é a sua capacidade de manter o público engajado através de reviravoltas chocantes, uma característica rara em séries de longa duração. A trama central acompanha um grupo de ambiciosos estudantes de direito que se vê envolvido em um segredo sangrento, mudando o curso de suas vidas acadêmicas e pessoais. No centro de toda essa complexidade está a inegável força de Viola Davis, cuja interpretação da protagonista Annalise Keating eleva o nível da série, conferindo camadas de profundidade emocional que tornam a obra inesquecível e ideal para maratonas.

A premissa e a estrutura narrativa

Fiel ao seu título, a série explora a jornada dos personagens na tentativa de ocultar a verdade após a prática de crimes. A história é conduzida pela renomada professora de direito penal Annalise Keating, que seleciona cinco alunos privilegiados para trabalharem em seu escritório. O grupo, composto por Wes (Alfred Enoch), Connor (Jack Falahee), Michaela (Aja Naomi King), Asher (Matt McGorry) e Laurel (Karla Souza), apresenta personalidades distintas que colidem conforme a pressão aumenta. Embora a premissa seja a de um drama jurídico, o tom da série torna-se progressivamente sombrio à medida que os estudantes cruzam a linha da legalidade e tornam-se criminosos.

Um dos aspectos mais elogiados da produção é o uso de uma estrutura não linear. A série utiliza flashbacks de forma estratégica para antecipar o destino dos personagens, como visto logo no episódio de estreia, onde o grupo aparece descartando um corpo. Enquanto o mistério em torno do assassinato da estudante Lila Stangard domina o primeiro ano, o caso acaba se entrelaçando com a vida pessoal dos protagonistas, especialmente devido à relação próxima entre Wes e Rebecca, a principal suspeita do crime. Esse emaranhado de eventos explica gradualmente como o grupo se viu forçado a cometer um homicídio e as táticas que utilizam para escapar da justiça, revelando que, na série, os personagens oscilam constantemente entre os papéis de criminosos e vítimas.

Complexidade moral e reviravoltas

O sucesso de How to Get Away with Murder reside na construção de seus personagens falhos. A série não tem medo de colocar seus protagonistas em situações moralmente questionáveis, forçando cada um deles a enfrentar o dilema sobre até onde estão dispostos a ir para proteger a si mesmos e aos seus aliados. Annalise Keating, em particular, protagoniza uma jornada emocional devastadora, lidando com o rastro de destruição que parece segui-la.

Além da profundidade psicológica, a série é famosa por seus ganchos narrativos. Seja através da revelação de uma nova vítima ou de um segredo guardado por anos que altera completamente o contexto da trama, a produção nunca falha em surpreender. Esses momentos de choque, frequentemente posicionados como cliffhangers ao final dos episódios, garantem que o espectador continue assistindo em busca de respostas, consolidando a série como uma experiência de suspense inigualável no streaming.

Fonte: Collider