Epic Games detalha uso de inteligência artificial em Fortnite

Vídeo da Unreal Engine mostra como a Epic Games integra ferramentas de inteligência artificial no processo de criação de conceitos para o jogo Fortnite.

A Epic Games, desenvolvedora responsável pelo popular Fortnite, voltou a ser alvo de discussões sobre o uso de tecnologias de inteligência artificial em seu fluxo de trabalho criativo. Em um vídeo recente publicado no canal oficial da Unreal Engine, artistas da empresa detalharam o processo de criação de conceitos para o jogo, revelando como ferramentas generativas estão sendo integradas à rotina de desenvolvimento.

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O processo descrito pelos profissionais começa de forma tradicional, com o desenho manual de personagens, etapa valorizada pela equipe. No entanto, a partir desse ponto, os artistas utilizam uma ferramenta chamada GenMedia Bridge para interagir com modelos de linguagem que ajustam a renderização dos modelos. Segundo o relato, essa automação frequentemente introduz elementos indesejados, como detalhes anatômicos ou acessórios excessivos, como crânios em bolsas ou fivelas desnecessárias, que exigem intervenção manual posterior para correção.

A utilização de tecnologia generativa se estende também para o design de ambientes. Em um exemplo prático, a criação de uma loja chamada Yarn Barn envolveu a montagem de ativos no software Blender, seguida pela aplicação de uma ferramenta chamada Nano Banana sobre o conceito final. O resultado, conforme admitido pelos próprios artistas, apresenta diversas falhas técnicas que precisam ser corrigidas manualmente antes que o ativo seja considerado pronto para o jogo. Esse fluxo de trabalho levanta questões sobre a eficiência real da tecnologia, já que o tempo economizado na geração inicial é frequentemente consumido pelo retrabalho necessário para garantir a qualidade final.

A narrativa apresentada no vídeo defende que a empresa mantém padrões rigorosos de revisão, garantindo que o produto final respeite a originalidade e a qualidade esperada pelos jogadores. Contudo, a comunidade de Fortnite tem demonstrado ceticismo, especialmente após episódios anteriores envolvendo imagens promocionais de uma parceria com a Porsche, que foram amplamente criticadas por apresentarem características típicas de geração artificial. Assim como ocorre em outras produções, como as vistas em My Adventures with Superman, a recepção do público a essas tecnologias permanece cautelosa.

O debate sobre a padronização estética também ganha força com essas revelações. Críticos apontam que o uso intensivo de modelos de linguagem e geradores de imagem pode levar a uma homogeneização visual, onde artistas acabam se inspirando apenas em outros conteúdos gerados pela mesma tecnologia. Esse ciclo de auto-inspiração, muitas vezes chamado de estagnação criativa, é uma preocupação crescente em diversos setores do entretenimento, incluindo estratégias de expansão como as observadas no Prime Video. A Epic Games, por sua vez, continua a equilibrar a inovação tecnológica com a necessidade de manter a identidade visual que consolidou o sucesso de seus títulos no mercado global.

Epic Games

Fonte: Thegamer

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.