Disney+ lança Verts para facilitar descoberta de conteúdos

O novo recurso Verts permite que assinantes naveguem por clipes curtos de filmes e séries, facilitando a escolha do que assistir no catálogo do streaming.

O Disney+ oficializou a entrada no segmento de vídeos curtos com o lançamento do recurso Verts. A funcionalidade, que havia sido apresentada anteriormente durante o evento de tecnologia da empresa, consiste em um feed de vídeos verticais inspirado no formato popularizado pelo TikTok. O objetivo central é auxiliar os assinantes a descobrirem novos títulos por meio de clipes dinâmicos que podem ser visualizados diretamente em dispositivos móveis.

Disponível dentro do aplicativo oficial do Disney+, a ferramenta permite que o usuário navegue por cenas memoráveis de filmes e séries. Ao encontrar algo que desperte interesse, o assinante pode salvar o título em sua lista de reprodução, compartilhar a recomendação com amigos ou iniciar a reprodução completa do conteúdo. A empresa descreve a novidade como uma experiência de teste antes do streaming, transformando a navegação tradicional em uma ferramenta interativa. Em vez de percorrer filas estáticas de miniaturas, o público agora pode deslizar por trechos curtos de todo o catálogo disponível.

O recurso é exclusivo para dispositivos móveis e acessível por meio de um ícone dedicado na barra de navegação do aplicativo. A companhia afirma que o design foi pensado para o consumo em movimento, ideal para momentos de espera ou para quem busca uma sugestão rápida antes de iniciar uma sessão de maratona. Assinantes que possuem o pacote combinado também encontrarão conteúdos do Hulu integrados ao feed, ampliando a variedade de opções. Atualmente, o Verts foca em cenas de produções já existentes, mas a empresa sinaliza que o formato deve evoluir com novos tipos de conteúdo no futuro. Como o Disney+ destaca três filmes para maratonar neste fim de semana, a nova ferramenta serve como um complemento prático para essa curadoria.

A implementação do Verts não ocorre de forma isolada. A iniciativa reflete um movimento estratégico da Disney em direção a conteúdos curtos e focados em criadores, um campo dominado por plataformas como Instagram Reels e YouTube Shorts. O momento é significativo dentro da trajetória corporativa da empresa. O executivo Josh D’Amaro tem reforçado que a inteligência artificial desempenhará um papel central no futuro da companhia, integrando-se a produtos de streaming, publicidade e consumo. Embora a gestão enfatize que a tecnologia visa potencializar a criatividade humana, a disposição em adotar inovações digitais demonstra a competitividade da marca em um mercado de mídia em constante transformação.

Expansão do conceito de streaming pela Disney

Nos últimos anos, o Disney+ tem ampliado discretamente sua oferta de criadores por meio de programas como a Creators Collection, que reúne conteúdos voltados para a família produzidos por parceiros digitais. Personalidades da internet e marcas têm encontrado espaço no serviço, com produções que variam de programas educativos e vídeos focados em brinquedos até sucessos virais como Gracie’s Corner. Assim como a plataforma busca diversificar seu catálogo, o mercado observa movimentos como quando o loki completa cinco anos como pilar central do MCU no Disney+, reforçando a importância de manter o público engajado com suas franquias principais.

Além do Verts, a empresa tem desenvolvido ferramentas de inteligência artificial generativa que podem permitir, futuramente, que assinantes criem e interajam com suas próprias histórias inspiradas no universo da marca. Essa abordagem busca reduzir a distância entre o streaming tradicional e o entretenimento participativo. Para a Disney, a meta é clara: encontrar o público onde ele já dedica seu tempo. Embora a empresa defina o Verts como uma ferramenta de descoberta, o movimento reconhece uma realidade da indústria: espectadores, especialmente os mais jovens, consomem entretenimento em formatos verticais e móveis antes de decidir o que merece atenção total.

Resta observar se os assinantes adotarão a novidade ou se a percepção será de que as plataformas de vídeo estão se tornando redes sociais. O que se confirma é que o Disney+ apresenta hoje uma interface e uma proposta de valor bastante distintas daquelas observadas em seu lançamento, em 2019. A transição para um modelo mais interativo e fragmentado marca uma mudança de paradigma na forma como o conteúdo é entregue e consumido. Enquanto a empresa explora novas fronteiras, a integração de tecnologias emergentes e formatos curtos parece ser o caminho escolhido para manter a relevância diante de um público cada vez mais habituado à rapidez das redes sociais.

Fonte: Collider

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.