A trajetória de Destiny 2, um dos pilares do gênero de tiro em primeira pessoa, caminha para um encerramento definitivo. Após anos de altos e baixos, a Bungie confirmou que o suporte ao jogo será encerrado oficialmente em 9 de junho, com uma última atualização programada. No entanto, novas informações revelam que o destino da franquia poderia ter sido bem diferente, com planos internos para uma reformulação completa sob o título de Destiny Infinity, uma proposta que acabou não saindo do papel.





De acordo com relatos recentes, a decisão de encerrar as atividades de Destiny 2 não foi tomada de forma isolada, mas sim após uma série de desempenhos abaixo das expectativas comerciais e de retenção de jogadores. O cenário de incerteza começou a se desenhar após o lançamento da expansão The Edge of Fate, que não atingiu as metas estabelecidas. A situação se agravou com a chegada de Renegades, a expansão temática inspirada em Star Wars, que apresentou resultados ainda mais modestos, disparando alertas internos na Bungie sobre o futuro da propriedade intelectual.
O conceito de Destiny Infinity como alternativa ao fim
Diante da queda no interesse dos jogadores, a equipe de desenvolvimento considerou diversas estratégias para revitalizar a marca. Uma das propostas mais discutidas foi o relançamento de Destiny 2 sob o nome de Destiny Infinity. A ideia central era abandonar o modelo de duas expansões anuais e retornar a um formato de expansões maiores e mais robustas, funcionando como uma espécie de relançamento do jogo base, similar ao que ocorreu com títulos como Overwatch 2 e Counter-Strike 2.
A estratégia de Destiny Infinity visava oferecer uma base renovada para o jogo, mantendo a estrutura de serviço ao vivo, mas com uma abordagem que pudesse atrair novos usuários e reengajar a base veterana. O modelo seria financeiramente mais viável do que o desenvolvimento de um jogo totalmente novo, permitindo que a Bungie continuasse a operar dentro de um ecossistema já estabelecido. Contudo, após análises internas, a proposta foi descartada, sendo considerada custosa demais para o momento atual da empresa e da Sony, que detém a Bungie.
Por que Destiny 3 não saiu do papel
Além da possibilidade de Destiny Infinity, a criação de Destiny 3 foi amplamente debatida entre os executivos. O projeto, no entanto, enfrentou barreiras financeiras intransponíveis. Segundo informações divulgadas pelo jornalista e insider Jason Schreier, o custo estimado para desenvolver uma sequência completa da franquia giraria em torno de US$ 500 milhões, valor que não incluía os gastos necessários com marketing e suporte pós-lançamento. Com um orçamento dessa magnitude, a viabilidade de um novo título foi colocada em xeque.
A Bungie chegou a apresentar outros projetos relacionados ao universo de Destiny para a Sony, mas nenhum deles obteve o sinal verde necessário para avançar. Para a liderança, o risco financeiro de investir em uma nova entrada numerada superava os potenciais benefícios, especialmente considerando o desempenho recente da franquia. Atualmente, não há planos concretos para o desenvolvimento de Destiny 3, e a decisão de encerrar o suporte ao segundo jogo parece ser definitiva, sem chances de reversão por parte da desenvolvedora ou da proprietária.
Reação da comunidade e o papel de Marathon
A notícia do fim do suporte gerou uma onda de comoção entre os jogadores, conhecidos como Guardians. Uma petição online pedindo a criação de Destiny 3 rapidamente ultrapassou a marca de 285 mil assinaturas verificadas, demonstrando que, apesar da queda nos números, a base de fãs permanece ativa e engajada. Muitos jogadores retornaram aos servidores de Destiny 2 nas últimas semanas, buscando aproveitar o tempo restante e compartilhar memórias da jornada iniciada anos atrás.
Em meio a esse cenário, o jogo Marathon, também desenvolvido pela Bungie, tem sido frequentemente citado em debates sobre a alocação de recursos da empresa. Embora muitos fãs apontem o desenvolvimento de Marathon como um dos motivos para o abandono de Destiny 2, fontes indicam que o sucesso ou fracasso do novo projeto não foi o fator determinante para o fim do suporte ao looter-shooter. Atualmente, Marathon enfrenta seus próprios desafios, com números de jogadores no Steam que levantam questões sobre sua recepção, especialmente entre o público de consoles.
O futuro incerto da franquia
O encerramento de Destiny 2 marca o fim de uma era para a Bungie. O jogo, que foi posicionado como a conclusão da saga da Luz e das Trevas com a expansão The Final Shape, deixa um legado significativo no mercado de jogos como serviço. A transição para o fim das operações reflete uma mudança estratégica mais ampla dentro da empresa, que agora busca equilibrar suas prioridades em um mercado cada vez mais competitivo e exigente.
Apesar da petição massiva e do apelo dos fãs, a realidade é que a Bungie parece ter fechado o capítulo da franquia por tempo indeterminado. A ausência de um sucessor direto ou de uma reformulação como Destiny Infinity deixa um vácuo para os jogadores que esperavam por uma continuidade. O foco da empresa agora se volta para outros horizontes, enquanto a comunidade se prepara para o dia 9 de junho, data que marcará o último suspiro oficial de um dos universos mais icônicos da última década.