Angelina Jolie revela retorno de espírito de luta em Couture

Em novo drama, Angelina Jolie interpreta diretora de cinema lidando com diagnóstico de câncer e reflete sobre o apoio dos filhos em sua retomada profissional.

Angelina Jolie retorna às telas com uma performance intensa no drama Couture, onde interpreta Maxine, uma diretora de filmes de terror de baixo orçamento que enfrenta uma crise de saúde devastadora. Enquanto tenta equilibrar a produção de um filme encomendado por uma casa de moda francesa com os desafios de ser mãe solteira em meio a um divórcio, sua personagem recebe um diagnóstico de câncer de mama. A obra, escrita e dirigida por Alice Winocour, explora temas de vulnerabilidade e resiliência, espelhando, em diversos momentos, a trajetória pessoal da própria atriz.

A diretora Alice Winocour afirma que escreveu o roteiro, que transita entre o francês e o inglês, pensando especificamente em Angelina Jolie. Segundo a cineasta, a conexão da atriz com a personagem é profunda, não apenas pela experiência profissional como diretora, mas pela ressonância com os desafios que ela enfrentou publicamente. Embora a personagem de Jolie no filme passe por um diagnóstico de câncer, a atriz revelou em um artigo de opinião para o New York Times que, na vida real, optou por uma mastectomia dupla preventiva após descobrir que carregava o gene BRCA1, que aumenta drasticamente o risco de câncer de mama e ovário. A história familiar de Jolie, que perdeu a mãe e a avó para a doença, confere uma camada de autenticidade dolorosa à sua atuação.

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A influência dos filhos na retomada da carreira

Durante uma entrevista, Angelina Jolie compartilhou como o apoio de seus filhos foi fundamental para que ela voltasse a se sentir motivada. A atriz admitiu que, em determinado momento, havia perdido seu espírito de luta, mas que a energia de seus filhos, agora quase todos adultos, a incentivou a retomar projetos e a se expor novamente ao mundo. Jolie explicou que, antes de seu divórcio, ela havia decidido se afastar da atuação para focar na direção e em trabalhos internacionais, mas a necessidade de conciliar a vida familiar com a carreira a levou a aceitar papéis que permitissem curtos períodos de ausência ou que fossem realizados próximos de casa.

A atriz reflete sobre como a percepção da mortalidade, intensificada pela perda precoce de sua mãe, moldou sua visão de vida. Ela confessa que, por vezes, sente dificuldade em viver o momento presente, sentindo uma pressão constante para realizar coisas, como se o tempo estivesse se esgotando. Essa consciência da finitude, que também é explorada em Couture, faz com que ela prepare seus filhos para sua ausência, uma perspectiva que difere da expectativa tradicional de se tornar avó. Enquanto o público aguarda o lançamento de Couture, que chega aos cinemas em 26 de junho, a performance de Jolie promete ser um dos pontos altos do ano.

Solidariedade feminina e o espírito punk

O filme Couture é descrito como um conjunto que destaca a solidariedade entre mulheres em momentos de vulnerabilidade. Além de Angelina Jolie, o elenco conta com Ella Rumpf, interpretando uma maquiadora e aspirante a escritora, e a modelo sul-sudanesa Anyier Anei. A diretora Alice Winocour destaca que a intenção era mostrar a conexão humana e a força que surge quando pessoas compartilham suas cicatrizes e segredos mais profundos. O título original da obra, Ride or Die, refletia essa ideia de sobrevivência e celebração da vida diante das dificuldades.

A abordagem de Jolie para a personagem também foi influenciada por uma energia que a diretora descreveu como “punk”. Para a atriz, essa energia representa um movimento de resistência contra as pressões externas e a exposição excessiva. Em um mundo cada vez mais conectado e invasivo, Jolie encontra no isolamento e na privacidade uma forma de manter sua integridade. Essa postura de resiliência, que ela descreve como um retorno do seu espírito de luta, é o que torna sua interpretação em Couture tão marcante. Enquanto o mercado cinematográfico observa o desempenho de produções autorais, o público pode conferir outros lançamentos, como quando Marius Olteanu apresenta We Won’t Get Old Together em festival, reforçando a importância de narrativas que exploram a complexidade humana. Da mesma forma, o cenário de streaming continua a evoluir, com títulos como Bring Her Back ganha destaque no catálogo da HBO Max em 2026, oferecendo ao público uma variedade de histórias que, assim como Couture, buscam conectar-se com a realidade emocional dos espectadores.

Fonte: Variety

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