Academia de Cinema elege Guillermo del Toro para conselho

O novo conselho de governadores da Academia de Cinema conta com 60 membros, trazendo nomes como Guillermo del Toro e Kris Bowers para o mandato de 2026-2027.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou a composição do seu novo conselho de governadores para o ciclo 2026-2027. O processo eleitoral, que envolveu os membros de todos os 19 ramos da organização, resultou em uma renovação significativa, incluindo a entrada de nomes de peso da indústria como o cineasta Guillermo del Toro e o compositor Kris Bowers. A nova estrutura de governança, que agora conta com 60 membros, reflete uma mudança estratégica nas diretrizes da instituição, visando uma representação mais equilibrada e abrangente dos diversos setores que compõem a produção cinematográfica global.

Mudanças estruturais e expansão do conselho

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O novo mandato traz consigo uma alteração estrutural relevante, aprovada pelo conselho em fevereiro deste ano. Seguindo uma emenda aos estatutos, todos os 19 ramos da Academia passam a ter três governadores eleitos por seus respectivos membros. Essa decisão resultou na adição de assentos para os ramos de Animação, Produção e Tecnologia, e Curtas-Metragens. A medida adiciona cinco novas cadeiras ao conselho, elevando o total para 60 figuras influentes da indústria. Para garantir a transição, os governadores desses ramos específicos foram eleitos para mandatos de um, dois ou três anos, com o processo retornando ao ciclo padrão de três anos a partir de 2027.

Essa expansão é vista como um movimento para acomodar a crescente complexidade técnica e criativa do cinema moderno. A inclusão de profissionais como David Leitch, diretor de The Fall Guy, no ramo de Produção e Tecnologia, exemplifica o esforço da instituição em integrar vozes que lideraram campanhas por maior reconhecimento técnico, como a criação de uma categoria específica para dublês, prevista para 2028. A presença de nomes como Vic Armstrong, lendário dublê que trabalhou em produções icônicas como Star Wars e indiana jones, reforça essa tendência de valorização técnica.

Novos nomes e retornos estratégicos

Além de Guillermo del Toro, que assume a vaga no ramo de Diretores sucedendo Ava DuVernay, outros profissionais foram eleitos pela primeira vez. O compositor Kris Bowers, vencedor do Oscar, entra pelo ramo de Música, enquanto Fred Berger, produtor de La La Land, passa a representar o ramo de Produtores. A lista de estreantes inclui ainda Anne Goursaud (Editores de Filme), Michael Goi (Cinematógrafos) e Patricia Dehaney (Maquiadores e Cabeleireiros). A diversidade de funções representadas no conselho é fundamental para a tomada de decisões que afetam desde as regras de elegibilidade até a organização da cerimônia de premiação.

O conselho também recebe o retorno de veteranos após o período de hiato obrigatório de dois anos. Entre eles, destacam-se Bonnie Arnold, produtora de Toy Story e Como Treinar o Seu Dragão, e Roger Ross Williams, cineasta premiado no ramo de Documentários. O retorno de figuras com histórico na instituição, como o caça-talentos Bernard Telsey e o especialista em efeitos visuais Paul Debevec, traz uma continuidade necessária para os projetos de longo prazo da Academia. A experiência desses profissionais é vital para manter a relevância da organização em um mercado de streaming cada vez mais competitivo, onde obras como Star Trek: Starfleet Academy disputam a atenção do público e da crítica.

Continuidade e estabilidade no conselho

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Enquanto novos nomes assumem, a estabilidade é mantida pela permanência de 37 governadores que não enfrentaram reeleição neste ciclo. Entre os que tiveram seus mandatos estendidos pelos seus pares estão Lou Diamond Phillips (Atores), Jinko Gotoh (Animação), Hannah Minghella (Executivos) e Dana Stevens (Escritores). A manutenção desses nomes garante que as políticas internas, como as iniciativas de inclusão e as mudanças nas regras de votação, continuem sendo implementadas sem interrupções bruscas. A presença de Hannah Minghella, chefe de animação da Netflix, é particularmente notável, dado o papel crescente das plataformas de streaming na produção de conteúdo original de alta qualidade, algo que também se reflete em produções como Iron Man and His Awesome Friends.

A complexidade do processo eleitoral reflete a própria natureza da Academia, que busca equilibrar tradição e inovação. A necessidade de gerir 19 ramos distintos, cada um com suas demandas e especificidades, exige um conselho de governadores que seja, ao mesmo tempo, representativo e capaz de atuar de forma coesa. Com a posse dos novos membros agendada para o final deste verão, a expectativa é que o grupo comece imediatamente a trabalhar nas diretrizes para a próxima temporada de premiações, consolidando as mudanças estruturais que visam modernizar a instituição para os desafios da próxima década.

A eleição de 2026 marca um ponto de virada importante. Ao expandir o número de assentos e trazer novos talentos para a governança, a Academia reafirma seu compromisso com a excelência técnica e artística. O papel desses governadores vai muito além da simples organização do Oscar; eles são os guardiões da história do cinema e os arquitetos do seu futuro, garantindo que a instituição continue sendo a principal referência mundial para a sétima arte, independentemente das transformações tecnológicas ou das mudanças nos hábitos de consumo do público global.

Fontes: THR Variety

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.