Zach Cregger, conhecido por seu trabalho em produções de terror como Barbarian e Weapons, assume o desafio de levar a icônica franquia Resident Evil novamente para as telonas. Em uma entrevista recente, o cineasta admitiu que nunca assistiu a nenhum dos filmes anteriores da saga, protagonizados por Milla Jovovich, mantendo-se fiel apenas ao material original dos jogos eletrônicos.
A visão de Cregger sobre a adaptação
O diretor explicou que sua decisão de ignorar os longas anteriores baseou-se na percepção de que eles não capturavam a essência do horror presente nos games. Segundo Cregger, o que torna a experiência dos jogos especial é a perspectiva contida e o ritmo específico de tensão, elementos que, em sua visão, não estavam presentes nas adaptações cinematográficas que estrearam nos anos 2000.
“Eu nunca vi esses filmes. A única lição que pude tirar foi através dos trailers que vi na época. A razão pela qual não assisti é que eu era um grande fã dos jogos, e eles simplesmente não pareciam com os jogos para mim”, afirmou o diretor. Ele ressaltou que sua abordagem busca focar na atmosfera de horror, evitando comparações com produções de ação como The Matrix.

O que esperar do novo Resident Evil
A nova produção, que tem estreia agendada para 18 de setembro de 2026, promete adaptar elementos centrais do segundo ao quarto título da série de jogos. O elenco conta com nomes como Austin Abrams, Paul Walter Hauser, Zach Cherry, Kali Reis e Johnno Wilson. As filmagens foram iniciadas em Praga em outubro de 2025, e o projeto encontra-se atualmente em fase de edição.
O longa busca se distanciar de tentativas anteriores, como Resident Evil: Welcome to Raccoon City, lançado em 2021, que tentou retornar ao espírito dos jogos, mas não conseguiu estabelecer uma continuidade sólida. Durante a CinemaCon 2026, um teaser trailer foi exibido, destacando cenas intensas com o personagem de Austin Abrams em meio a um cenário de apocalipse zumbi.
Para os fãs que acompanham as novidades do cinema, o cenário de adaptações de jogos segue aquecido, assim como outras produções que exploram novos formatos, como David Zucker que prepara The Star of Malta como um novo projeto autoral. A expectativa é que a visão de Cregger consiga finalmente equilibrar a fidelidade aos games com uma narrativa cinematográfica coesa.
Fonte: ScreenRant