Em séries de procedimento policial, mortes de personagens principais são esperadas, mas Will Trent quebrou uma regra implícita ao matar Amanda Wagner (Sonja Sohn) de forma chocante. A série, que antes garantia a segurança de seus protagonistas, agora enfrenta um novo status quo.

Amanda Wagner era uma figura fundamental em Will Trent, e sua morte, especialmente por ocorrer fora das câmeras e de forma abrupta, é vista como desrespeitosa. A personagem ainda está viva na série de livros de Karin Slaughter, na qual a série se baseia.
A morte de Amanda parece servir apenas para impulsionar o arco de Will (Ramón Rodriguez). Adelaide Trevens (Mallory Jansen), filha do serial killer James Ulster (Greg Germann), sequestrou o tio de Will, Antonio (John Ortiz), e negociou sua devolução em troca de silêncio. Amanda descobriu o contato de Will com Adelaide e foi investigar por conta própria, sendo morta em seguida.
A forma como a morte ocorreu – um esfaqueamento fora de cena, com o corpo sendo entregue a Will como uma “surpresa” – minimiza o impacto emocional. A série, conhecida por seu tom sombrio, mas também por momentos cômicos e dinâmicas de equipe unidas, agora corre o risco de perder essa leveza.
Em entrevista à Variety, os showrunners Liz Heldens, Daniel T. Thomsen e Karine Rosenthal explicaram a decisão como um meio de criar uma “dinâmica completamente nova” e um “reset para nossos personagens”. No entanto, a série vinha apresentando uma forte 4ª temporada, e a morte de Amanda parece fora de lugar, especialmente considerando que ela já havia sobrevivido a um tiro na temporada anterior e que havia indícios de que ela poderia perder o emprego.
A morte de Amanda Wagner levanta questões sobre a consistência narrativa de Will Trent e pode afastar os fãs que se apaixonaram pela série por sua abordagem única.
Will Trent é exibida às terças-feiras, às 20h, na ABC.
Fonte: Collider