O plano original para War Machine, de Patrick Hughes, previa manter o mistério sobre a ameaça alienígena até o último momento. O diretor confirmou que o primeiro roteiro escrito por ele não mencionava a máquina alienígena até uma reviravolta surpreendente no filme.
Mudança na Estratégia de Marketing
Hughes explicou que decisões tomadas pelas equipes de marketing dos estúdios influenciam a forma como as informações são divulgadas. Ele desejava criar um filme no estilo de invasão, onde o impacto da revelação alienígena fosse máximo para o espectador.
A intenção era que o público tivesse uma experiência única, sentindo que o filme era apenas uma história de origem para algo muito maior. Essa abordagem visa surpreender o público com uma reviravolta inesperada.
Influência do Gênero Sci-Fi
O gênero de ficção científica é particularmente suscetível a essa tendência de revelar reviravoltas em seus materiais promocionais. Um exemplo notório é o trailer de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, que revelou Arnold Schwarzenegger como o herói, após ter sido o vilão no primeiro filme.
Apesar de a estratégia de marketing não ter mantido o segredo completo sobre a revelação alienígena, a intenção de Hughes de criar um impacto semelhante ao de filmes como O Predador original se concretiza na narrativa. A maior parte da primeira metade do filme se desenvolve como um drama militar direto.
Alterações no Roteiro Original
No entanto, uma cena que mostrava a NASA rastreando um objeto não identificado se aproximando da Terra foi removida do corte final. Essa cena seria o único indício prévio da chegada da máquina alienígena.
A conclusão de War Machine, com a equipe enfrentando uma única unidade mecanizada e o final sugerindo a chegada de outras, reforça a ideia de Hughes de que o filme funciona como uma história de origem para uma saga maior.
Resta saber como essa mudança na estratégia de marketing afetará a recepção de War Machine em seu fim de semana de estreia. Até o momento, o filme tem recebido críticas geralmente positivas, marcando o trabalho mais bem avaliado de Hughes em 16 anos e um dos melhores de Alan Ritchson.
Fonte: ScreenRant