Há sete anos, vingadores: Ultimato chegava aos cinemas, marcando um divisor de águas no gênero de super-heróis e consolidando-se como um marco na história do cinema moderno. O filme serviu como o ápice de mais de uma década de narrativas interligadas no Universo Cinematográfico marvel (MCU), superando as altíssimas expectativas dos fãs.
Mesmo com o MCU apresentando altos e baixos em anos recentes, Ultimato mantém seu impacto. A obra é repleta de momentos de forte carga emocional, cada um diretamente conectado a arcos de personagens estabelecidos desde a primeira fase da franquia. A habilidade do filme em equilibrar momentos de ação intensa com profundidade emocional é o que garante sua ressonância.
Introdução de Ronin

A transformação de Clint Barton em Ronin, antecipada em filmes anteriores, sinaliza desde cedo o tom mais sombrio e sério de Ultimato. Introduzido em Tóquio, sob uma chuva incessante e luzes de neon, essa versão de Gavião Arqueiro é radicalmente diferente do herói conhecido. Após perder sua família no estalo, ele se torna um anti-herói implacável, focado em punir aqueles que ele acredita não merecerem ter sobrevivido.
A introdução de Ronin em Ultimato é eficaz graças à atmosfera criada pela cinematografia. A iluminação e a chuva estabelecem o tom para a cena e para o personagem, demonstrando sua profunda mudança. A sequência de ação subsequente é memorável, destacando-se por sua escala relativamente contida em comparação com outras batalhas do filme.
A Primeira Morte de Thanos

A morte de Thanos logo nos momentos iniciais do filme é uma das decisões mais surpreendentes de Ultimato. Após sua demonstração de poder em Guerra Infinita, ver o vilão morrer tão cedo sugere que nada está fora de questão na nova narrativa, e que o confronto final seria drasticamente diferente.
Esta cena ressoa não apenas pelo choque, mas pela satisfação que a morte do vilão proporciona. Thanos foi responsável pela morte de heróis icônicos do MCU, e embora sua morte não tenha trazido os heróis de volta naquele momento, serviu como uma vingança para os vingadores.
A Dança de Steve e Peggy

Steve Rogers finalmente tem sua dança com Peggy Carter na cena final de Ultimato, um momento que remete ao primeiro filme do Capitão América, quando planejavam ficar juntos antes de Rogers ser congelado no gelo. A conquista do final feliz para ambos é um dos momentos mais gratificantes e emocionantes do filme.
A abordagem sutil e calma dos diretores Russo nesta cena contribui significativamente para seu destaque. Sem explicações ou piadas, o público testemunha o reencontro de Steve e Peggy, o que é suficiente.
Capitão América vs. Capitão América

Em meio à missão de roubo do tempo na segunda metade do filme, o Capitão América confronta uma versão mais antiga de si mesmo. A luta demonstra a versão de 2012 do herói como mais otimista e exemplar, um tipo de fan service que remete à sua identidade nos quadrinhos.
Esta cena também serve para ilustrar o crescimento de Steve Rogers como personagem. O Steve mais velho é mais autoconsciente, tendo passado por inúmeras experiências desde o primeiro filme dos Vingadores. É um momento inteligente, divertido e que evidencia sua evolução ao longo dos anos.
Capitão América com o Martelo de Thor

Poucos momentos em Vingadores: Ultimato geraram uma reação tão forte dos fãs quanto Steve Rogers empunhando Mjolnir. É um payoff aguardado por anos, remetendo a uma cena em Vingadores: Era de Ultron onde Steve tenta levantar o martelo, sugerindo sua dignidade. Quando finalmente acontece, parece ao mesmo tempo surpreendente e inevitável.
A cena funciona devido à sua execução. O público vê o martelo se erguer lentamente do chão, seguido pelo corte para ele voando para a mão de Steve. Ele agora empunha a arma pela primeira vez. É chocante, surpreendente e inspira esperança nos heróis em um momento crucial da batalha final contra Thanos.
Eu Sou o Homem de Ferro

A última fala de Tony Stark no primeiro filme Homem de Ferro mudou o MCU para sempre. Ele revela ao mundo ser o Homem de Ferro, e anos depois, em Ultimato, ele fecha o ciclo. Tony declara a Thanos sua icônica frase: “Eu sou o Homem de Ferro”, completando seu arco de personagem da melhor maneira possível.
Ao fazer isso, Tony salva o universo, mas perde sua vida no processo. É um momento devastador, mas também satisfatório. O desfecho da jornada de Tony foi esperado, mas pesado, proporcionando uma das cenas de morte mais memoráveis da história do cinema blockbuster.
A Cena dos Portais

Nenhuma cena em todo o MCU teve um payoff como a sequência dos portais em Vingadores: Ultimato. O filme inteiro construiu para este momento, lidando com a perda, e aqui, o trabalho árduo dos Vingadores se concretiza com o retorno dos heróis mortos para lutar contra Thanos.
É uma cena de escala monumental, com centenas de personagens em exibição. No entanto, ela é merecida, especialmente quando Steve grita: “Vingadores… Avante!”, culminando tudo o que o MCU vinha construindo até aquele ponto.
Fonte: ScreenRant