Valve enfrenta processo coletivo de 220 milhões na Holanda

Empresa é acusada de impedir a concorrência e manter taxas abusivas na Steam, em meio a uma série de desafios jurídicos enfrentados pela companhia em 2026.

A Valve, empresa responsável pela plataforma Steam e por títulos icônicos como Half-Life 2, está enfrentando um novo desafio jurídico de grande escala. Desta vez, a companhia é alvo de uma ação coletiva na Holanda, com um valor de causa estipulado em 220 milhões de euros. O processo, movido pela fundação Stichting Consumenten Competition Claims (CCC), alega que a gigante do mercado de jogos para computador adota práticas comerciais anticompetitivas que prejudicam tanto desenvolvedores quanto consumidores.

O cerne da acusação reside na utilização das chamadas cláusulas de nação mais favorecida. Segundo a organização que representa os jogadores holandeses, a Valve detém aproximadamente 85% de participação no mercado de distribuição digital de jogos para PC. A alegação é de que a empresa utiliza essa posição dominante para impedir que desenvolvedores ofereçam seus produtos por preços menores em plataformas concorrentes, como a Epic Games Store, consolidando um monopólio que restringe a livre concorrência.

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Práticas de mercado e comissões sob análise

Além das restrições de preços, o processo questiona a estrutura de taxas da plataforma. Atualmente, a Valve retém uma comissão de 30% sobre todas as vendas realizadas na Steam. A ação argumenta que essa taxa também se aplica a compras dentro dos jogos, onde a empresa obriga o uso exclusivo da Carteira Steam para transações, impedindo que os usuários busquem alternativas financeiramente mais vantajosas fora do ecossistema da plataforma. Para os autores da ação, esse comportamento viola diretamente as leis de defesa do consumidor vigentes na Holanda.

Este movimento jurídico é apenas o mais recente em uma série de problemas legais enfrentados pela companhia ao longo de 2026. Em fevereiro, o Estado de Nova York iniciou um processo contra a empresa sob a alegação de que o sistema de caixas de itens, conhecidas como loot boxes, incentivaria o comportamento de jogo de azar entre menores de idade. Pouco tempo depois, uma ação coletiva de âmbito nacional nos Estados Unidos reforçou os mesmos argumentos. Em março, a Performing Right Society do Reino Unido também acionou a Valve judicialmente, alegando a distribuição de jogos contendo obras protegidas por direitos autorais sem a devida autorização dos criadores.

Defesa da Valve e próximos passos

Até o momento, o CEO da Valve, Gabe Newell, tem rejeitado publicamente todas as alegações de comportamento monopolista. Embora o processo na Holanda ainda não tenha sido formalmente protocolado em tribunal, a fundação CCC expressou o desejo de alcançar um acordo extrajudicial com a empresa. Caso as negociações não avancem ou a companhia se recuse a dialogar, o grupo planeja levar o caso a julgamento. Especialistas apontam que, devido à complexidade do tema e à resistência da empresa, a resolução desse conflito pode levar até cinco anos para ser alcançada.

Enquanto lida com essas questões nos tribunais, a Valve continua focada em sua estratégia de hardware. Recentemente, a empresa anunciou um aumento significativo nos preços dos modelos do Steam Deck, além de planejar o lançamento de novos dispositivos, como o Steam Machine e o headset de realidade virtual Steam Frame, buscando expandir sua presença no mercado de dispositivos portáteis e de imersão.

Fonte: GameRant

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.