O desempenho de Chris Pratt em The Terminal List, série de ação intensa lançada em 2022, coloca em evidência uma faceta dramática que muitas vezes fica oculta em seus projetos cinematográficos recentes. Após anos consolidando sua carreira com papéis de apoio, como em Parks and Recreation, e alcançando o estrelato global com Guardians of the Galaxy, o ator manteve um ritmo de trabalho constante. No entanto, sua trajetória nas telonas nos últimos cinco anos tem sido marcada por uma sequência de produções que, em termos de recepção crítica, não alcançaram o mesmo brilho de seus trabalhos anteriores.
Enquanto o encerramento da trilogia dos Guardiões da Galáxia manteve o padrão de qualidade esperado, outros projetos de grande orçamento, como The Electric State, da Netflix, foram recebidos com frieza pelo público e pela crítica. O thriller Mercy, lançado em 2026, também sofreu com uma execução confusa, apesar de apresentar uma premissa instigante. Mesmo que seus filmes de animação, como The Super Mario Bros. Movie, continuem a registrar números expressivos de bilheteria, a transição para o formato de série permitiu que Pratt explorasse camadas de atuação que raramente aparecem em blockbusters focados em efeitos visuais.
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A construção dramática de James Reece em The Terminal List

Baseada na obra literária de Jack Carr, a série do Prime Video apresenta Pratt como James Reece, um ex-Navy SEAL que busca justiça após o assassinato de sua família e de sua equipe. Diferente de outros papéis onde o ator utiliza seu carisma natural e humor, aqui ele adota uma postura contida e sombria. A cena em que Reece descobre os corpos de sua esposa e filha é um dos momentos mais impactantes de sua carreira, demonstrando uma entrega emocional que foge do padrão de “boneco de ação” visto em outras franquias.
A direção do primeiro episódio, assinada por Antoine Fuqua, responsável pela trilogia The Equalizer, estabelece o tom visceral da produção. A série equilibra sequências de ação de alto nível com uma exploração profunda do trauma psicológico do protagonista. Enquanto o público aguarda por novas produções de peso, como o desenvolvimento de The Batman Part II, que busca superar o legado de seus antecessores, The Terminal List se mantém como uma referência de como adaptar material de gênero com seriedade e densidade narrativa.
O retorno da série em 2026 após o hiato
O projeto sempre foi uma prioridade para Chris Pratt, mas sua agenda lotada após o sucesso inicial da primeira temporada forçou um adiamento nos planos para a continuação. Para preencher a lacuna e manter o interesse dos fãs, o Prime Video produziu o prelúdio Dark Wolf, lançado em 2025. Embora a produção tenha focado no personagem Ben, interpretado por Taylor Kitsch, e explorado a queda moral que antecede os eventos da série principal, a participação de Pratt foi limitada a aparições como convidado especial.
A estratégia de manter a franquia viva através de derivados, algo que também vemos em estúdios como a Netflix, que avança na adaptação live-action de Solo Leveling, provou ser eficaz. A recepção positiva ao prelúdio confirmou que a audiência ainda aguarda ansiosamente pela sequência direta da jornada de James Reece. A segunda temporada, que adaptará o livro True Believer, tem estreia confirmada para outubro de 2026.
A expectativa é que o retorno da série consiga manter a mesma intensidade que definiu o primeiro ano. Para os fãs de thrillers militares, a produção não apenas oferece sequências de combate bem coreografadas, mas também um estudo de personagem sobre as consequências da guerra e da perda. Com o retorno de Pratt ao papel principal, a série tem a oportunidade de consolidar seu lugar como um dos pilares de conteúdo original do Prime Video, provando que o formato de streaming é ideal para narrativas que exigem tempo para desenvolver o arco de seus protagonistas.
Fonte: ScreenRant