O episódio Stark Raving Dad, da terceira temporada de The Simpsons, permanece indisponível nas plataformas de streaming como Disney+ e Hulu em 2026. A animação, que contou com a participação de Michael Jackson em 1991, foi removida do catálogo oficial em 2019, logo após o lançamento do documentário Leaving Neverland. Embora o conteúdo ainda possa ser encontrado em edições antigas de DVD, a decisão da Disney de manter o banimento gera questionamentos diante do cenário atual da indústria.
Contexto do episódio e a participação de Michael Jackson
No episódio em questão, Homer Simpson é enviado a uma instituição psiquiátrica após vestir uma camisa rosa para o trabalho. Lá, ele conhece um paciente que afirma ser o cantor Michael Jackson. A trama revela, ao final, que o personagem é na verdade um pedreiro chamado Leon Kompowsky, que utiliza a voz e o estilo do artista para alegrar as pessoas ao seu redor. Na época da produção, não existiam as acusações de abuso infantil que surgiram publicamente apenas em 1993.

O contraste com a cinebiografia Michael
A discussão sobre a censura de The Simpsons ganha força com o lançamento do filme Michael em 2026. Embora a produção tenha recebido críticas mistas, o longa alcançou sucesso de público e bilheteria. Diferente da animação, o filme opta por ignorar as controvérsias da vida do cantor, focando exclusivamente em sua trajetória artística e histórico familiar. Essa abordagem intencional de evitar temas sensíveis coloca em evidência a disparidade de critérios entre diferentes estúdios.
Critérios de curadoria e legado
Enquanto a Universal mantém uma postura distinta em relação ao legado do artista, a Disney sustenta a remoção do episódio da série. O fato de Stark Raving Dad não apresentar o verdadeiro Michael Jackson, mas sim um personagem que o imita, torna a exclusão um ponto de debate recorrente entre fãs e críticos.
Fonte: Movieweb