A aguardada sequência do aclamado e controverso drama bíblico de 2004, The Passion of the Christ, intitulada The Resurrection of the Christ, teve sua primeira imagem oficial finalmente revelada pela Lionsgate. O material promocional oferece ao público um vislumbre inédito da produção, destacando o ator Jaakko Ohtonen no papel de Jesus Cristo. Esta escolha de elenco marca uma mudança drástica e significativa na franquia, uma vez que o longa original foi protagonizado por Jim Caviezel, cuja interpretação das últimas 12 horas de vida de Jesus se tornou um marco na história do cinema religioso. A transição para um novo intérprete é apenas um dos muitos elementos que compõem esta ambiciosa continuação, que tem sido o foco da dedicação de Mel Gibson por mais de uma década.






Mudanças estratégicas no calendário de lançamento
Além da divulgação da primeira imagem, o estúdio confirmou alterações substanciais no cronograma de estreia, que impactam diretamente a expectativa dos fãs. Inicialmente, o plano era lançar os dois filmes com um intervalo de apenas 40 dias, com a primeira parte prevista para a Sexta-feira Santa de 2027. No entanto, a Lionsgate optou por um espaçamento maior. The Resurrection of the Christ: Part One agora está agendado para chegar aos cinemas em 6 de maio de 2027, uma data que coincide estrategicamente com o feriado da Ascensão. O adiamento é ainda mais notável para a segunda parte, The Resurrection of the Christ: Part Two, que agora tem estreia marcada para 25 de maio de 2028, coincidindo novamente com o feriado da Ascensão e o fim de semana do Memorial Day nos Estados Unidos.
Com esse ajuste no calendário, a Lionsgate precisou reorganizar suas outras prioridades. A data de 26 de março de 2027, que anteriormente seria ocupada pela abertura da sequência bíblica, foi reatribuída para o lançamento de Day Drinker, um novo projeto cinematográfico estrelado por Johnny Depp. A movimentação reflete a complexidade logística de gerenciar grandes produções e a busca do estúdio pelo melhor posicionamento de mercado para cada título.
Elenco renovado e o processo de produção
O novo projeto, que encerrou suas filmagens após um longo período de trabalho, apresenta um elenco totalmente renovado. A decisão de não trazer de volta os atores originais foi motivada, em grande parte, pelos custos proibitivos que seriam necessários para aplicar técnicas de rejuvenescimento digital (de-aging) em todo o elenco, considerando que a trama da sequência se passa apenas três dias após os eventos retratados no filme de 2004. Além de Jaakko Ohtonen, o elenco conta com Mariela Garriga interpretando Maria Madalena, Pier Luigi Pasino no papel de Pedro, Kasia Smutniak como Maria, Riccardo Scamarcio como Pôncio Pilatos e o renomado Rupert Everett. As gravações foram realizadas em Roma, estendendo-se de outubro de 2025 até abril de 2026, um período intenso de produção para capturar a visão de Gibson.
O filme original, que narrou a prisão no Jardim das Oliveiras, o julgamento perante o Sinédrio e Pilatos, a flagelação e a crucificação, detém o título de filme religioso de maior sucesso da história e, por muito tempo, foi o filme com classificação indicativa R (para maiores) de maior bilheteria de todos os tempos. O peso desse legado é algo que Gibson carrega ao retomar a narrativa.
A visão de Mel Gibson e a missão de uma vida
Em um comunicado oficial, Mel Gibson descreveu o filme como uma missão pessoal que ele carrega há mais de vinte anos. O diretor enfatizou que a obra representa uma parte fundamental de sua trajetória artística e pessoal. “Este filme representa uma parte importante do meu trabalho de vida, e exigiu tudo de mim como cineasta e como artista”, declarou o diretor. Gibson ressaltou ainda a importância de ter reunido muitos de seus colaboradores originais de The Passion of the Christ, descrevendo-os como “verdadeiros mestres de seu ofício”, o que permitiu que ele concretizasse sua visão cinematográfica exatamente como imaginou. O cineasta expressou profunda gratidão pelo apoio contínuo de seus parceiros na Lionsgate, reiterando que, para ele, este projeto transcende o conceito de um simples filme, sendo a narrativa mais importante da história humana que ele se sente compelido a contar.
A expectativa em torno de The Resurrection of the Christ é alta, não apenas pelo sucesso financeiro do antecessor, mas pela curiosidade sobre como Gibson abordará os eventos bíblicos subsequentes à morte de Jesus. Com o cronograma agora definido para 2027 e 2028, o público terá que aguardar um pouco mais para conferir o resultado dessa jornada cinematográfica que, segundo o próprio diretor, exigiu um esforço exaustivo de toda a equipe envolvida.