A Lionsgate oficializou uma mudança significativa no calendário de lançamentos de The Resurrection of the Christ, a aguardada sequência de The Passion of the Christ. O projeto, que é um dos trabalhos mais ambiciosos da carreira de Mel Gibson, teve suas datas de estreia adiadas, mas o estúdio compensou a espera com a divulgação da primeira imagem oficial do longa, destacando o ator Jaakko Ohtonen no papel de Jesus. A notícia, embora traga um novo cronograma, reforça a magnitude da produção que busca dar continuidade a um dos filmes mais divisivos e impactantes da história do cinema.



O que você precisa saber sobre o novo cronograma
- A primeira parte do filme, intituladaPart One, chega aos cinemas em 6 de maio de 2027, coincidindo com o feriado religioso do Dia da Ascensão.
- A segunda parte,Part Two, teve seu lançamento movido para 25 de maio de 2028, data que também marca o Dia da Ascensão e o fim de semana do Memorial Day nos Estados Unidos.
- O elenco principal conta com nomes comoMariela Garriga(Maria Madalena),Pier Luigi Pasino(Pedro),Kasia Smutniak(Maria),Riccardo Scamarcio(Pôncio Pilatos) eRupert Everett.

Mudanças estratégicas no calendário e bastidores
Originalmente, a estratégia de lançamento da Lionsgate era muito mais compacta. A primeira parte estava prevista para estrear em 26 de março de 2027, na Sexta-Feira Santa, com a segunda parte chegando apenas 40 dias depois, em 6 de maio de 2027. Com a reestruturação, o estúdio optou por um espaçamento muito maior entre os dois capítulos, o que altera a dinâmica de consumo da obra. Essa movimentação no calendário também afetou outros títulos do estúdio: o filme Day Drinker, que conta com a participação de Johnny Depp, foi realocado para ocupar a data anteriormente reservada para a estreia de The Resurrection of the Christ, em 26 de março de 2027.
A transição para um novo elenco marca uma mudança drástica em relação ao longa de 2004. A ausência de Jim Caviezel, que interpretou Jesus no filme original, é um dos pontos mais comentados pelos fãs e críticos, sinalizando uma nova abordagem narrativa para esta sequência. O projeto, que já encerrou as filmagens, é visto como um desafio técnico e artístico monumental, especialmente considerando a expectativa gerada pelo sucesso estrondoso e, por vezes, controverso, de seu antecessor.
A visão artística de Mel Gibson
Em um comunicado oficial, Mel Gibson expressou a profundidade emocional que este projeto carrega para ele. O cineasta descreveu o filme como uma missão pessoal que ele cultiva há mais de duas décadas. Segundo Gibson, a obra representa uma parte fundamental de sua trajetória como artista e cineasta, exigindo tudo o que ele tinha para oferecer. O diretor afirmou: “Estou profundamente grato ao meu elenco e equipe incrivelmente talentosos por colocarem seus corações nesta produção. Juntos, criamos algo poderoso. Este filme representa uma parte importante do trabalho da minha vida e exigiu tudo de mim como cineasta e artista. É muito mais do que um filme para mim. É uma missão que carrego há mais de vinte anos para contar o que acredito ser a história mais importante da história humana.”
Gibson destacou ainda a importância de se reunir com colaboradores originais de The Passion of the Christ, descrevendo-os como verdadeiros mestres em suas artes. Essa colaboração foi essencial para que ele pudesse trazer a história para a tela exatamente como imaginou, contando com o suporte contínuo de seus parceiros de longa data na Lionsgate. A produção, que já é considerada um marco na carreira do diretor, promete explorar os eventos bíblicos subsequentes à crucificação com uma escala épica e um tom dramático que, segundo o cineasta, honra a importância do tema abordado.

Apesar da frustração de alguns fãs com o adiamento, a divulgação da primeira imagem oficial serve como um lembrete de que o projeto segue em desenvolvimento ativo. A expectativa em torno da produção permanece alta, dado o impacto cultural duradouro do primeiro filme. Com o encerramento das filmagens confirmado, o público agora aguarda ansiosamente por mais detalhes sobre a narrativa que, segundo Gibson, é a mais importante que ele já se propôs a contar, consolidando seu legado no cinema religioso contemporâneo.
Fontes: Collider THR ScreenRant