A segunda temporada de The Pitt, drama médico da HBO Max, retorna com força emocional e sutis aprimoramentos visuais. A série retoma a narrativa dez meses após o final da primeira temporada, coincidindo com o Dia da Independência dos Estados Unidos. O Dr. Robby (Noah Wyle) se prepara para sua última jornada antes de um merecido descanso, enfrentando a resistência da nova médica residente, Dra. Baran Al-Hashimi (Sepideh Moafi).
Evolução dos Personagens e Novas Dinâmicas
Enquanto isso, os estudantes de medicina veteranos também lidam com mudanças em suas vidas. A Dra. Santos (Isa Briones) agora namora a Dra. Garcia (Alexandra Metz), a Dra. King (Taylor Dearden) enfrenta um processo legal relacionado a um caso anterior, e a Dra. Mohan (Supriya Ganesh) pondera seus próximos passos na carreira. A tensão aumenta com o retorno do Dr. Langdon (Patrick Ball) para seu primeiro turno após se recuperar de uma dependência de benzodiazepínicos, criando atritos com Robby e Santos.
Lançada menos de um ano após o final da primeira temporada, The Pitt 2 tem recebido aclamação ainda maior, superando a primeira temporada, que foi indicada a 13 Emmys. Atualmente, a série ostenta uma aprovação crítica de quase 99% no Rotten Tomatoes e registrou audiências de estreia superiores à temporada anterior, mantendo números recordes mesmo após seis episódios de sua temporada de 15 episódios. A série já foi renovada para uma terceira temporada.
O Papel Crucial da Cinematografia e Próteses Realistas
Em entrevista ao ScreenRant, a diretora de fotografia Johanna Coelho detalhou o processo de criação da atmosfera realista da série. Coelho, que foi a única diretora de fotografia em ambas as temporadas, destacou que os casos médicos servem como suporte para o desenvolvimento dos personagens. As próteses utilizadas para simular ferimentos e condições médicas são, em grande parte, práticas, com pouquíssima adição de efeitos visuais. A equipe trabalhou em estreita colaboração com médicos para garantir a precisão dos procedimentos e com as equipes de maquiagem e efeitos para determinar as limitações das próteses.

Imersão e Invisibilidade Cinematográfica
Coelho explicou que a produção aprimorou a capacidade de criar imersão, tornando a equipe de filmagem mais “invisível”. A câmera se move constantemente, acompanhando os personagens em meio à agitação do hospital. A coordenação com os atores é fundamental para que a equipe de filmagem se posicione de forma a não obstruir a ação, mas sim integrá-la à narrativa. A escolha de um tom de branco específico para as paredes do hospital foi crucial para refletir adequadamente a diversidade de tons de pele do elenco, garantindo uma representação realista.
A diretora de fotografia também abordou os desafios de capturar cenas complexas, como cirurgias de peito aberto, onde o espaço é limitado e a precisão é essencial. A colaboração entre a equipe de câmera, os atores e a equipe médica é constante para garantir que os procedimentos sejam filmados de forma convincente, sem comprometer a fluidez da narrativa. A série utiliza longos planos sequência para manter a sensação de continuidade e imersão, permitindo que o público vivencie a intensidade dos turnos médicos.

Planejamento e Adaptação no Set
O planejamento das filmagens, muitas vezes realizado no próprio dia devido à natureza dinâmica do roteiro, envolve uma colaboração intensa. A equipe define o foco da cena, determinando qual personagem lidera a narrativa e de qual perspectiva ela será contada. Essa abordagem permite capturar tanto a ação médica quanto as interações emocionais dos personagens. A flexibilidade é chave, com a equipe adaptando os planos para obter detalhes específicos das próteses ou capturar as emoções faciais dos atores, sempre buscando minimizar interrupções no fluxo contínuo do turno hospitalar.
A colaboração com a designer de produção Nina Ruscio foi essencial na concepção do hospital, um cenário contínuo que dita o fluxo da narrativa. A iluminação e o design do set foram cuidadosamente planejados para criar um ambiente imersivo e teatral, permitindo que os atores se movam livremente. A escolha de luzes que se movem com a câmera contribui para a sensação de dinamismo e urgência, características marcantes de The Pitt.

Fonte: ScreenRant