The Peripheral funciona como prelúdio não oficial de Blade Runner

Série de ficção científica do Prime Video compartilha a atmosfera cyberpunk e temas distópicos que definiram a icônica franquia de Ridley Scott.

A série The Peripheral, disponível no Prime Video, estabelece uma conexão temática surpreendente com o universo de Blade Runner. Embora não possua ligação narrativa direta, a produção de 2022 captura a essência do gênero cyberpunk de forma tão precisa que funciona como um prelúdio espiritual para as obras de Ridley Scott e Denis Villeneuve. A trama, baseada na obra de William Gibson, explora realidades alternativas e futuros distópicos que dialogam diretamente com a estética e os dilemas existenciais da franquia dos replicantes.

Chloe Grace Moretz em The Peripheral
Chloë Grace Moretz interpreta Flynn Fisher em The Peripheral, série que explora realidades distópicas.

Conexões entre The Peripheral e Blade Runner

O autor William Gibson, um dos pilares do cyberpunk, sempre reconheceu a influência mútua entre sua literatura e o cinema de ficção científica. Em The Peripheral, a protagonista Flynn Fisher, vivida por Chloë Grace Moretz, navega entre dois períodos temporais distintos: um futuro próximo em 2032 e uma realidade sombria em 2099. Essa estrutura de mistério e a exploração de tecnologias avançadas que alteram a percepção da realidade ecoam os temas centrais vistos em antologias de ficção científica no Prime Video.

Diferente da franquia Blade Runner, que foca na distinção entre humanos e androides, a série de 2022 prioriza a manipulação da realidade e as consequências de intervenções temporais. Contudo, a atmosfera visual e o tom pessimista sobre o futuro da humanidade criam uma ponte natural para os fãs que aguardam ansiosamente por Blade Runner: 2099, a nova aposta do streaming que expandirá o legado de Harrison Ford e Ryan Gosling.

Poppy Corby-Tuech em cena de The Peripheral
A estética visual de The Peripheral reforça o tom sombrio característico do gênero cyberpunk.

O status de joia escondida

Apesar de sua qualidade técnica e narrativa, The Peripheral foi cancelada após apenas uma temporada, o que acabou conferindo à produção um status de cult entre os entusiastas do gênero. A ausência de um nome de franquia consagrado no título dificultou a atração de um público massivo, algo que Blade Runner: 2099 não enfrentará, dado o peso de nomes como Michelle Yeoh e o histórico da marca.

Para os espectadores que buscam uma experiência imersiva antes da chegada da nova série, o título permanece como uma recomendação essencial. A obra demonstra como o Prime Video consegue desenvolver mundos complexos, mesmo quando a longevidade da série é interrompida precocemente. É uma oportunidade de revisitar o gênero enquanto o aguardado retorno ao universo de Blade Runner não ocorre.

Fonte: ScreenRant