O filme The Furious, dirigido por Kenji Tanigaki, consolidou-se como uma das produções de ação mais intensas dos últimos anos. Com uma narrativa focada na busca de um homem mudo chamado Wang Wei por sua filha sequestrada, a obra se distancia de thrillers convencionais para entregar uma experiência de combate puro. Enquanto produções como a franquia John Wick elevaram o patamar do gênero, este novo lançamento da Lionsgate demonstra que ainda há espaço para inovações coreográficas e sequências de tirar o fôlego.
A trama acompanha Wang Wei em uma jornada implacável, contando com o auxílio de um repórter chamado Navin, interpretado por Joe Taslim. Juntos, eles enfrentam uma rede de criminosos em uma sucessão de confrontos que priorizam a fisicalidade e a precisão técnica. A qualidade das lutas em The Furious é tão elevada que a obra já é comparada a grandes clássicos do gênero, lembrando a intensidade vista em produções que marcaram época, como quando House of the Dragon atinge recorde no Rotten Tomatoes na 3ª temporada, provando que o público valoriza a excelência técnica.
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O confronto no Snake Pit

Um dos momentos cruciais ocorre no meio do filme, dentro de um clube chamado The Snake Pit. Embora seja a sequência com menos combate direto, a tensão é palpável enquanto as crianças tentam escapar. Wang Wei e Navin utilizam objetos improvisados, como um palete de madeira, martelos e os próprios punhos para conter os sequestradores. A cena ganha contornos épicos quando Wang Wei utiliza uma motocicleta para abrir caminho entre os inimigos, demonstrando uma criatividade coreográfica que mantém o ritmo frenético da produção.
A perseguição inicial de Wang Wei

Logo após o prólogo, o filme apresenta sua primeira grande sequência de ação. Quando a filha de Wang Wei, Rainy, é levada, ele inicia uma perseguição que transita por ruas, caminhões e edifícios abandonados. Esta sequência serve como um cartão de visitas para o estilo de luta do protagonista, que alterna diferentes técnicas para neutralizar seus oponentes. A fluidez com que o cenário muda durante o embate reforça a habilidade de Kenji Tanigaki em orquestrar cenas de ação complexas e visualmente impactantes.
O combate no depósito de gelo
Em um dos pontos altos da narrativa, Wang Wei e Navin invadem um depósito de gelo para resgatar os reféns. Lá, eles enfrentam Ho, um vilão imponente que utiliza um estilo de luta brutal com marretas. O ambiente, repleto de blocos de gelo, é utilizado de forma inteligente tanto para defesa quanto para ataque, criando um dos cenários mais distintos do filme. A presença de Ho adiciona uma camada de perigo real, forçando os protagonistas a trabalharem em conjunto para sobreviverem a um oponente fisicamente superior.
A luta no octógono

Destaque nos materiais promocionais, a sequência do octógono em uma boate é um exemplo de domínio técnico. Após ser jogado em uma estrutura similar à do UFC, Wang Wei precisa enfrentar diversas ondas de adversários. O uso das luzes do ambiente e a movimentação do protagonista, que escala os oponentes para desferir golpes com seu martelo, criam uma estética visual única. É um momento que exemplifica por que o filme é considerado um novo marco no gênero, assim como quando Colman Domingo assume direção em The Four Seasons na Netflix, trazendo uma nova visão para o projeto.
O clímax na delegacia
A batalha final, ambientada em uma delegacia, é o ápice de The Furious. Durante 20 minutos, Wang Wei e Navin enfrentam Paklung, o líder da rede de tráfico, e seu braço direito, Tak, que utiliza arco e flecha. A complexidade da coreografia atinge seu limite quando Ho retorna, forçando uma aliança temporária entre os inimigos para derrotá-lo. Com golpes sangrentos e um trabalho de pés impecável, esta sequência encerra o filme de forma magistral, consolidando-o como um clássico moderno do cinema de ação.
Fonte: ScreenRant