The Furious traz coreografias intensas em estreia no streaming

Com 100% de aprovação da crítica, o novo filme de ação de Kenji Tanigaki promete elevar o padrão das coreografias de luta no cinema atual.

A franquia John Wick redefiniu o padrão para filmes de ação modernos, cativando o público com uma narrativa ágil e um universo complexo de criminosos e assassinos de aluguel. O diferencial que separou a saga de outras produções do gênero em meados de 2010 foi a popularização do estilo de luta conhecido como gun fu. Introduzido originalmente pelo lendário John Woo no cinema de Hong Kong dos anos 1980, esse estilo combina disparos de armas de fogo com artes marciais e combate corpo a corpo, criando uma estética quase coreografada e balética. Conforme a série de filmes protagonizada por Keanu Reeves cresceu, esses elementos estilísticos passaram a influenciar diversas outras produções, tornando o combate visualmente refinado um novo padrão na indústria.

Agora, esse padrão pode ter sido elevado novamente graças ao novo longa-metragem do renomado diretor de ação de Hong Kong, Kenji Tanigaki. O filme The Furious, que conquistou críticas universalmente positivas desde sua exibição no Festival Internacional de Cinema de Toronto em setembro de 2025, chega finalmente ao público amplo nesta semana. A obra promete ser um marco para os entusiastas do gênero, consolidando-se como uma das produções mais aguardadas do ano.

Enredo de The Furious acompanha resgate desesperado

The Furious em cena relacionada a Enredo de The Furious acompanha resgate
The Furious em cena relacionada a Enredo de The Furious acompanha resgate. Crédito: HBO.

A trama de The Furious segue dois homens aparentemente comuns que se unem em uma missão perigosa: resgatar seus entes queridos das garras de um gângster cruel, responsável por uma rede de tráfico humano e outros negócios ilícitos. Um dos protagonistas é um faz-tudo mudo vindo da China, que busca desesperadamente recuperar sua filha pequena. O outro é um repórter cuja esposa desapareceu enquanto investigava a mesma organização criminosa. Juntos, eles enfrentam uma horda de inimigos, desde capangas de rua até mestres em artes marciais, escalando a hierarquia do crime organizado em busca de respostas e justiça.

Assim como vemos em produções que exploram o submundo do crime, como House of the Dragon, a tensão aumenta à medida que os protagonistas se aproximam do topo da cadeia de comando. A narrativa não perde tempo com subtramas desnecessárias, focando na urgência da missão e na brutalidade dos confrontos que definem o ritmo do filme.

Aclamação crítica e o recorde de 100% no Rotten Tomatoes

The Furious em cena relacionada a Aclamação crítica e o recorde de
The Furious em cena relacionada a Aclamação crítica e o recorde de. Crédito: HBO.

Com quase 30 críticas registradas no Rotten Tomatoes desde sua estreia, The Furious mantém o impressionante índice de 100% de aprovação. A crítica especializada é unânime ao classificar o longa como um dos melhores filmes de artes marciais já produzidos, destacando a inventividade de Tanigaki na coreografia e o espetáculo visual proporcionado. O estilo de luta frenético é descrito como implacável, visceral e esteticamente complexo, elevando o nível de entretenimento para os fãs de ação.

O que torna a obra tão inventiva é a utilização criativa de cenários distintos para o combate corpo a corpo. O filme apresenta batalhas em um ringue de MMA, no interior congelado de uma instalação frigorífica, em escadarias de arranha-céus e em clubes de luxo. A diversidade de situações, incluindo lutas de dois contra dois e confrontos contra múltiplos oponentes, culmina em um final grandioso que conta com a participação do talentoso dublê e coreógrafo Brian Le. A intensidade das cenas de luta em The Furious representa um verdadeiro assalto aos sentidos, posicionando o título como um dos maiores destaques do gênero na década de 2020.

Por que o filme se destaca no cenário atual

The Furious em cena relacionada a Por que o filme se destaca
The Furious em cena relacionada a Por que o filme se destaca. Crédito: HBO.

A recepção de The Furious reflete um desejo do público por produções que priorizam a qualidade técnica e a coreografia autêntica em vez de depender excessivamente de efeitos digitais. Enquanto grandes estúdios enfrentam desafios, como visto em House of the Dragon, produções focadas em ação pura conseguem encontrar seu espaço ao entregar exatamente o que o espectador espera: uma experiência imersiva e bem executada. O trabalho de Tse Miu, Yang Enyou e Yayan Ruhian no elenco traz a credibilidade necessária para que as sequências de luta funcionem com a precisão exigida pelo roteiro.

A produção, que conta com a colaboração de nomes como Bill Kong Chi-Keung e Frank Hui, demonstra que o cinema de ação de Hong Kong continua sendo uma força vital e influente. Ao evitar os clichês de produções genéricas, The Furious se estabelece como uma referência obrigatória para quem busca entender a evolução do gênero após o impacto cultural deixado por John Wick. A obra não apenas homenageia o passado do cinema de ação, mas também define um novo patamar de excelência para o futuro, provando que a coreografia bem executada permanece como o coração de um grande filme de ação.

Fonte: Movieweb