The First Descendant: CEO da Nexon revela falta de longevidade do jogo

CEO da Nexon, Junghun Lee, admite que The First Descendant, apesar de um forte lançamento, sofre com falta de longevidade e mecânicas de retenção fracas.

A liderança da Nexon compartilhou notícias desanimadoras sobre a saúde a longo prazo de The First Descendant. O looter shooter, lançado há menos de dois anos, já tem seu futuro questionado pelo CEO da publicadora. Embora o jogo tenha tido um bom começo, a empresa agora admite abertamente sua dificuldade em reter jogadores.

O “forte lançamento” de The First Descendant sem longevidade

O clima mudou drasticamente durante uma recente conferência de mercado de capitais, onde o CEO da Nexon, Junghun Lee, fez uma avaliação honesta do desempenho recente do estúdio. Lee admitiu que o portfólio de produtos da Nexon é muito amplo, com projetos sem um caso de negócios prático, e que a empresa tem sido lenta em tomar decisões difíceis em um setor onde a indecisão pode ser custosa. Ele declarou explicitamente que The First Descendant compartilha o mesmo destino de Dungeon & Fighter Mobile: ambos tiveram ótimos inícios, mas careceram de “poder de permanência”.

Lee classificou o jogo na categoria “O que não funcionou”, afirmando que as mecânicas de retenção não foram fortes o suficiente para manter os jogadores a longo prazo. Ele explicou que uma estrutura que falha em sustentar a motivação para jogar drena a diversão e leva à evasão de usuários. Os dados de jogadores no Steam confirmam essa tendência, com uma queda de 96% nos usuários concorrentes desde o lançamento, que chegou a 264.000. Atualmente, o pico diário mal atinge 5.000 pessoas.

Personagens de The First Descendant
O jogo enfrenta desafios em manter seu público engajado.

Um dos maiores obstáculos citados foi a natureza punitiva dos sistemas centrais do jogo. Embora o loop inicial de loot fosse divertido, a busca por novos personagens tornou-se tediosa. A Nexon apostou em microtransações estéticas, incluindo colaborações como a com Nier: Automata, mas nem mesmo os cosméticos mais ousados conseguiram reter os jogadores, que não mascararam as falhas mecânicas mais profundas.

Apesar das críticas do CEO, o jogo ainda recebe suporte em “pequena capacidade”, com atualizações planejadas. No entanto, essas medidas podem ser temporárias enquanto a empresa decide se uma reformulação estrutural vale o investimento. Jogos como serviço são caros de manter, e se a base de jogadores continuar baixa, a Nexon pode eventualmente encerrar o projeto. A mensagem é clara: sem uma mudança fundamental na jogabilidade, The First Descendant pode não se recuperar de sua atual queda.

Fonte: GameRant