O filme The Drama, do diretor Kristoffer Borgli e estrelado por Robert Pattinson e Zendaya, está recebendo críticas de grupos ativistas, como a March for Our Lives, que acusam a campanha de marketing do longa de banalizar e zombar de tiroteios escolares.
A trama acompanha Emma (Zendaya) e Charlie (Pattinson), um casal prestes a se casar. Durante uma conversa sobre os piores atos que já cometeram, Emma revela que planejou um tiroteio na escola, chegando a levar uma arma para o local. O filme explora como essa revelação afeta o relacionamento deles e as pessoas ao redor.
Críticas ao marketing do filme
A March for Our Lives divulgou um comunicado criticando a forma como A24, distribuidora do filme, tem apresentado a obra. Segundo o grupo, o marketing não acompanha a seriedade do tema abordado, especialmente nos Estados Unidos, onde tiroteios escolares são uma realidade trágica.
“Entendemos que a arte pode provocar desconforto e usar o humor para abordar assuntos difíceis. Mas quando algo como um tiroteio escolar é tratado levianamente ou usado para ironia, levanta uma questão mais profunda: que tipo de conversa isso pretende iniciar?”, questionou o grupo.
Sensibilidade em narrativas sensíveis
Jackie Corin, fundadora da March for Our Lives e sobrevivente do tiroteio em Parkland, expressou preocupação com a abordagem do filme. Ela ressaltou que a violência armada em escolas não deve ser tratada como um mero dispositivo dramático.
“A arte tem a capacidade de aprofundar a compreensão pública e criar clareza e consciência emocional, mas também pode achatar e distorcer a realidade, especialmente quando se apoia em atalhos ou tenta tornar algo mais palatável do que realmente é”, afirmou Corin, que ainda não havia visto o filme.
Temas e recepção do público
O diretor Kristoffer Borgli, conhecido por filmes de comédia sombria como Sick of Myself e Dream Scenario, parece questionar o que constitui o pior ato que uma pessoa pode cometer, e se é possível superar isso. O filme sugere que a banalização de tiroteios em massa nos EUA os tornou parte do cotidiano, comparáveis ao bullying.
A recepção do público e da crítica tem sido mista. No agregador Rotten Tomatoes, o filme possui 77% de avaliações positivas da crítica e 81% do público. As críticas se concentram mais na forma como o filme aborda esses temas sensíveis do que em boicotar a obra.

Fonte: Movieweb