The Chestnut Man retorna à Netflix com reviravolta chocante

A segunda temporada da aclamada série policial dinamarquesa subverte as convenções do gênero ao eliminar uma de suas protagonistas logo nos episódios iniciais.

A Netflix consolidou sua posição como um dos principais destinos para fãs de produções policiais, oferecendo um vasto catálogo que transita entre originais da plataforma e conteúdos licenciados. Em 2026, o serviço de streaming reforçou seu domínio no gênero com o retorno de um de seus títulos mais aclamados: The Chestnut Man. A série dinamarquesa, que se destacou por sua atmosfera densa e narrativa sombria, retornou com uma nova temporada intitulada The Chestnut Man: Hide and Seek, lançada em 7 de maio. Composta por seis episódios, a produção não apenas mantém o tom melancólico que a consagrou, mas o eleva, desafiando as expectativas dos espectadores ao romper com as regras fundamentais do gênero policial.

O cenário de 2026 na Netflix tem sido marcado pelo retorno de diversas produções populares, como The Night Agent, Running Point, The Lincoln Lawyer e Bridgerton. No entanto, o retorno de The Chestnut Man carrega um peso especial. Após um hiato de cinco anos desde a estreia da primeira temporada, ocorrida em 29 de setembro de 2021, a série retorna com uma carga emocional intensificada. Os personagens principais, Naia Thulin e Mark Hess, continuam sendo o coração pulsante da trama, agora sobrecarregados por anos de eventos que ocorreram fora das telas, conferindo uma profundidade angustiante às suas interações.

Uma morte inesperada altera o rumo da série

Naia Thulin e Mark Hess em cena de The Chestnut Man: Hide and Seek
Naia Thulin e Mark Hess enfrentam novos desafios em The Chestnut Man: Hide and Seek.

O grande choque desta nova fase ocorre logo no terceiro episódio. Em uma sequência dramática e violenta, Naia Thulin é baleada por Peter Hougard, ex-marido de Ditte Kølster, durante um sequestro e um tiroteio na Agência de Direito da Família. O momento é de extrema tensão: Thulin é atingida no estômago e, embora inicialmente pareça que ela poderia sobreviver ao ferimento, a personagem acaba falecendo. A confirmação da tragédia ocorre quando Mark Hess encontra seu corpo sem vida, um momento que marca o tom sombrio e o luto que permearão o restante da temporada.

A decisão narrativa de eliminar uma das protagonistas é um movimento extremamente ousado para uma série que, até então, seguia os moldes clássicos do gênero policial. Geralmente, o gênero se apoia em arquétipos previsíveis: investigadores brilhantes, porém problemáticos; duplas de policiais com personalidades opostas; e vilões que parecem estar sempre um passo à frente. The Chestnut Man, ao remover Thulin, subverte essas convenções de forma radical.

Quebra das regras do gênero policial

Desde o início, a série seguiu a cartilha do “buddy cop”. Na primeira temporada, Hess era o investigador experiente que considerava o trabalho abaixo de sua capacidade, enquanto Thulin era sua antítese: enérgica, proativa e focada em resolver seu último caso antes de se transferir para um departamento mais tranquilo, visando passar mais tempo com sua filha, Le. Ao longo da primeira temporada, essa dinâmica evoluiu, com os personagens criando laços profundos e até mesmo flertando com um romance, o que transformou a postura de Hess diante da vida e do trabalho.

Em The Chestnut Man: Hide and Seek, essa relação estava se aprofundando ainda mais, tornando a morte de Thulin um corte abrupto no elemento mais cativante da série. Sem a presença de Thulin para servir como contraponto, Hess fica isolado. Não existe outro personagem capaz de interagir com ele da mesma forma, o que força a narrativa a mergulhar em um abismo de desespero, luto e escuridão. É extremamente raro que um dos membros da dupla principal de uma série policial morra, e essa escolha criativa não apenas quebra as regras do gênero, mas também redefine o impacto emocional que a série pretende causar em seu público, consolidando-a como uma das produções mais corajosas e desafiadoras da Netflix na atualidade.

Fonte: ScreenRant