The Boys assume liderança no streaming durante temporada final

Série de super-heróis do Prime Video retoma a liderança do streaming, enquanto produções da Netflix e títulos licenciados como La Brea movimentam o ranking semanal.
Karl Urban (Billy Butcher)

A série The Boys, produzida pelo Prime Video, alcançou o topo do ranking de audiência da Nielsen durante a semana de 27 de abril a 3 de maio de 2026. Em meio à exibição de sua temporada final, a produção registrou 947 milhões de minutos assistidos, representando um crescimento de aproximadamente 7% em relação ao período anterior. Este desempenho marca a primeira vez que a obra ocupa a primeira posição geral desde a conclusão da quarta temporada, em julho de 2024.

Desempenho das produções originais no streaming

O sucesso de The Boys reflete o engajamento do público com o desfecho da trama, que tem sido acompanhado de perto pelos assinantes da plataforma. Enquanto a série de super-heróis lidera, outras produções também se destacaram no cenário competitivo. A série Running Point, do catálogo da Netflix, apresentou um crescimento de 17% após a estreia de sua segunda temporada, acumulando 900 milhões de minutos e garantindo a segunda colocação no ranking geral.

Outro destaque da Netflix foi a estreia de Man on Fire, que registrou 805 milhões de minutos de exibição, consolidando-se como o lançamento mais forte da semana. Já a série The Pitt, disponível no HBO Max, manteve sua relevância ao somar 583 milhões de minutos, permanecendo entre as dez produções originais mais assistidas duas semanas após a exibição de seu episódio final. O cenário atual demonstra a força de conteúdos que equilibram lançamentos inéditos com a conclusão de arcos narrativos importantes, como ocorre em The Boys: MM se torna o membro mais letal na temporada final.

Séries adquiridas ganham tração no catálogo da Netflix

No segmento de séries adquiridas, o destaque ficou por conta de La Brea. A produção, que foi exibida originalmente pela NBC entre 2021 e 2024, entrou para o catálogo da Netflix em 1º de maio e imediatamente figurou nos rankings de audiência, alcançando 881 milhões de minutos assistidos. A série, que também permanece disponível no Peacock, demonstra como a migração de títulos licenciados para grandes plataformas de streaming pode revitalizar o interesse do público por obras que já encerraram sua exibição na televisão tradicional.

Mercado de filmes e impacto de sequências

No que diz respeito aos filmes, Apex manteve a liderança pelo segundo período consecutivo, totalizando 697 milhões de minutos de exibição. A Netflix também marcou presença com o filme de animação Swapped, que ocupou a segunda posição em seu fim de semana de estreia, com 503 milhões de minutos. Além disso, o clássico The Devil Wears Prada registrou um crescimento expressivo, alcançando 328 milhões de minutos no HBO Max e no Hulu, impulsionado pela chegada de sua sequência aos cinemas.

É importante ressaltar que os dados da Nielsen focam exclusivamente na audiência via aparelhos de televisão nos Estados Unidos, não contabilizando o consumo realizado através de computadores ou dispositivos móveis. A métrica oferece um panorama consolidado do comportamento do espectador doméstico, que continua sendo o principal motor para as decisões de renovação e investimento das plataformas. O mercado segue atento a esses números para entender como franquias estabelecidas, como as que compõem o catálogo do Prime Video, conseguem manter a relevância mesmo em fases finais de produção, um desafio constante para os estúdios que buscam maximizar o valor de suas propriedades intelectuais.

A análise semanal da Nielsen reforça que, embora novos conteúdos atraiam grandes volumes de visualizações em curtos períodos, produções com base de fãs consolidada, como The Boys, possuem uma resiliência notável. O comportamento do público diante de lançamentos de sequências cinematográficas, como observado com The Devil Wears Prada, também indica uma correlação direta entre a presença de uma marca nos cinemas e o aumento do consumo de seus títulos anteriores no ambiente digital. Esse fenômeno de retroalimentação entre diferentes janelas de exibição continua sendo um pilar estratégico para a indústria do entretenimento em 2026.

Fonte: THR