Ana Lily Amirpour, conhecida por sua abordagem experimental, apresenta The Bad Batch, um filme que mistura elementos de faroeste ácido com um elenco estelar em um cenário pós-apocalíptico. A diretora, que já explorou vampiros em A Girl Walks Home Alone At Night e poderes sobrenaturais em Mona Lisa and the Blood Moon, mergulha em uma narrativa ainda mais peculiar.


O que você precisa saber sobre The Bad Batch
- O filme se passa em um futuro distópico onde o governo exila indivíduos indesejados, conhecidos como “o lote ruim”.
- A protagonista, Arlen (Suki Waterhouse), é sequestrada por canibais e precisa escapar para sobreviver.
- O elenco conta com participações notáveis de Keanu Reeves, Jason Momoa e Jim Carrey.
Um mundo de canibalismo e cultos
Em um futuro desolado, Arlen (Suki Waterhouse) é expulsa do país e cai nas mãos de uma gangue de canibais que lhe amputa membros para se alimentar. Ela consegue escapar e encontra um eremita (Jim Carrey) que a leva a uma comunidade chamada Comfort. Liderada pelo enigmático The Dream (Keanu Reeves), a comuna oferece refúgio, mas esconde segredos sombrios. A situação se complica quando Arlen, distraída pelo uso de drogas, perde Honey (Jayda Fink), filha do líder canibal Miami Man (Jason Momoa), que agora a persegue.
Elenco estelar em papéis inusitados
A combinação de talentos como Jason Momoa, Keanu Reeves e Jim Carrey em The Bad Batch gera expectativas, mas também surpresas. Momoa, conhecido por sua força em papéis como Aquaman, entrega uma performance de ameaça genuína e complexidade emocional como Miami Man. Keanu Reeves interpreta The Dream, um líder de culto com um estilo peculiar, lembrando seus papéis anteriores, mas com uma abordagem mais sombria. Jim Carrey aparece em um papel quase irreconhecível, afastando-se de suas comédias características para um personagem misterioso e silencioso.
Estética e ritmo únicos
The Bad Batch se distancia de narrativas convencionais de sobrevivência pós-apocalíptica, focando mais na atmosfera e nos momentos de tensão interpessoal e visões induzidas por drogas. A diretora Ana Lily Amirpour utiliza a música de forma proeminente, criando cenas memoráveis onde a violência se mistura com canções populares, como a participação de Jason Momoa ao som de Culture Club ou montagens de canibais ao ritmo de Die Antwoord. O filme evoca a estética de obras como as de Cormac McCarthy e Alejandro Jodorowsky, com um ritmo que pode ser considerado lento por alguns, mas que busca criar uma experiência imersiva e autêntica à visão da diretora.
Originalidade e visão artística
Ana Lily Amirpour demonstra em The Bad Batch sua capacidade de criar obras originais e desafiadoras. Ao invés de seguir fórmulas de mercado, ela explora subculturas e cenários absurdos com uma estética própria. Seus filmes são descritos como “vibe checks”, projetados para serem autênticos à sua visão peculiar, o que pode afastar parte do público, mas recompensa aqueles que se conectam com suas narrativas únicas. O filme, apesar de tratar de temas sombrios como canibalismo e desespero, consegue criar algo distintivo e saboroso.
Fonte: Collider