George Lucas, criador de Star Wars, estabeleceu diretrizes criativas para manter o tom e a mitologia da saga. No entanto, desde a aquisição pela Disney, algumas dessas regras foram flexibilizadas ou quebradas, resultando em novas abordagens narrativas.
Wookiees Jedi
Embora George Lucas não fosse fã da ideia de Wookiees como Jedi, alguns apareceram no Universo Expandido antes da era Disney. Mais recentemente, personagens como Gungi, um Padawan Wookiee em The Clone Wars, e Burryaga, da Alta República, e Kelnacca em The Acolyte, expandiram essa representação. A força desses guerreiros, conectada à Força de maneiras únicas, adiciona fascínio à galáxia.

Sem Zíperes, Papel ou Botões
Lucas buscava evitar elementos estéticos modernos que pudessem aproximar Star Wars da realidade. Zíperes, botões e papel eram elementos a serem evitados. Embora a Disney tenha mantido essa diretriz em grande parte, séries como Andor e Skeleton Crew apresentaram mapas em pergaminho antigo, contornando a regra do papel. Zíperes e botões também apareceram sutilmente.

Óculos Fora de Limite
Óculos comuns eram considerados modernos demais e visualmente distrativos por Lucas. No entanto, a era Disney introduziu personagens que usam óculos, como o Doutor Pershing em The Mandalorian e o pai de Wim em Skeleton Crew. Cassian Andor, em Andor, também foi visto usando óculos escuros.

Cintos de Segurança
A série animada Young Jedi Adventures destaca o uso de cintos de segurança, promovendo a segurança para o público jovem. Embora Jango Fett e Boba Fett tenham sido vistos com cintos em Attack of the Clones, o uso generalizado em naves era raro antes desta série, uma mudança bem-vinda para a segurança.

Flexibilizando a Regra dos Dois Sith
A Regra de Dois de Darth Bane, que ditava um mestre e um aprendiz Sith, era apresentada como absoluta nos filmes de Lucas. No entanto, novas histórias confirmam que Palpatine desconsiderou essa regra, com sobreposições entre aprendizes como Dooku e Maul. A sucessão do aprendiz exigia um acólito para auxiliar na derrubada do mestre.

Heróis da Nova Trilogia Não Perdem Mãos
A perda de uma mão ou membro por um personagem era uma tradição marcante nos filmes originais de George Lucas. Infelizmente, a trilogia sequela da Disney quebra essa tradição, sem que nenhum herói ou vilão principal perca um membro em The Force Awakens, The Last Jedi ou Rise of Skywalker.

Histórias Fora da Saga Skywalker
Lucas acreditava que a saga era fundamentalmente a história da família Skywalker. Embora a Disney tenha continuado a saga Skywalker, ela também expandiu o universo com projetos independentes, como Rogue One, Andor, Solo, The Mandalorian e Ahsoka, provando que Star Wars pode prosperar sem focar exclusivamente nos Skywalkers.

Expansão Além da Galáxia Distante
Por décadas, tudo em Star Wars ocorreu em uma única galáxia. No entanto, a série Ahsoka (2023) viajou para uma galáxia completamente nova, Peridea, lar das Irmãs da Noite e com conexões aos deuses da Força de Mortis. Essa expansão abre novas possibilidades narrativas.

Desafiando o Conceito de “Equilíbrio na Força”
As histórias da era Disney exploram o verdadeiro equilíbrio na Força, não apenas a vitória da luz sobre as trevas. Conceitos como díades da Força e a necessidade de luz e escuridão coexistem têm sido explorados, adicionando novas camadas à mitologia.

Desvio da Jornada do Herói
A Disney tem se afastado da estrutura da jornada do herói e dos temas centrais de corrupção e redenção presentes na saga original. Projetos mais complexos e com nuances sombrias estão surgindo, como a série Maul: Shadow Lord, que terá um vilão clássico como protagonista.

Fonte: ScreenRant