A franquia Smile, que se consolidou como um dos maiores fenômenos do terror na década de 2020, está prestes a expandir seu universo sombrio para além das telas de cinema. A IDW Publishing anunciou o lançamento de uma nova série de histórias em quadrinhos intitulada Any Given Smile. Diferente dos filmes dirigidos por Parker Finn, que focaram em traumas psicológicos contemporâneos, a HQ transporta a premissa da entidade maligna para o cenário do futebol americano profissional em 1995, durante o campeonato da American Arena League.
O projeto faz parte da iniciativa IDW Dark, selo da editora dedicado a expandir propriedades intelectuais da Paramount. A trama acompanha o time dos Sharks, que vive a expectativa de uma final histórica após duas décadas de operação. O foco central recai sobre um quarterback reserva que, apesar de ter se tornado uma estrela inesperada, enfrenta pressões intensas de seus companheiros de equipe, da torcida e de um submundo de apostas esportivas onde possui dívidas significativas. A tensão aumenta quando uma série de suicídios misteriosos abala a comunidade local, levando um jornalista esportivo a investigar a conexão entre as mortes e o ambiente de apostas que cerca o campeonato.
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A entidade maligna no centro do esporte
Assim como em A Quiet Place ganha nova HQ focada em sobrevivência na Flórida, a narrativa de Any Given Smile utiliza um cenário específico para explorar o horror. A entidade de Smile atua de forma violenta, semeando desconfiança e terror em um momento de alta tensão social e financeira. A roteirista Stephanie Williams, indicada ao prêmio Eisner, explicou que a escolha do futebol americano como pano de fundo não foi aleatória. Segundo a autora, a ideia surgiu de uma combinação entre seu interesse pessoal pelo esporte e a crescente presença de gigantes das apostas esportivas, como FanDuel e DraftKings, no ecossistema das ligas profissionais.
Em entrevista, Stephanie Williams destacou que o universo da franquia é habitado por personagens que carregam traumas ou histórias de vida complexas, o que se alinha perfeitamente com o drama frequentemente associado aos atletas profissionais. A roteirista afirmou: “Porque esse universo é frequentemente sobre pessoas que estão um pouco quebradas ou que têm coisas acontecendo, jogadores de futebol quase sempre têm algum tipo de drama, algum tipo de história de fundo que às vezes é um pouco desagradável”. Para ela, a HQ representa uma oportunidade de unir suas obsessões pessoais com a temática sangrenta que Parker Finn estabeleceu nos cinemas.
Produção e detalhes visuais da nova série
A série será composta por cinco edições e conta com uma equipe criativa de peso. Além do roteiro de Stephanie Williams, a obra traz a arte interna de Pablo M. Collar, vencedor do prêmio GLAAD Media. O trabalho visual é complementado pelas cores de Triona Farrell e pelas letras de Ariana Maher. A IDW Publishing também revelou uma série de capas variantes que reforçam o tom perturbador da história, incluindo ilustrações de artistas renomados como Jock, Ashley Witter, Martin Simmonds e Joëlle Jones.
O sucesso da franquia Smile é inegável, com os dois primeiros longas-metragens arrecadando mais de US$ 350 milhões em bilheteria global e recebendo críticas positivas. Enquanto os fãs aguardam novidades sobre um possível terceiro filme, a HQ oferece uma nova perspectiva sobre a maldição que se espalha através de testemunhas. A obra já está disponível para pré-venda em lojas especializadas, consolidando a marca como uma das mais versáteis do gênero de terror atual. Assim como em outros projetos de expansão de franquias, como quando Viva Kids adquire três animações para seu catálogo de lançamentos, a aposta em mídias complementares busca manter o engajamento do público com a mitologia da entidade, explorando diferentes épocas e contextos sociais onde o medo pode prosperar.
Fonte: Collider